O diretor italiano Ettore Scola, que morreu no início deste ano, é um dos que vale a pena conhecer a obra. Destaco aqui três amostras de sua genialidade, que transita por vários gêneros do cinema.
- O Baile (1983) – Em um salão de dança – único cenário do filme – clientes e músicos repassam a história entre a década de 30 e a década de 80 do século XX. Sem um único diálogo, é uma adaptação da peça do Théatre du Campagnol.
- Feios, sujos e malvados (1976) – A miséria italiana tratada de forma chocante em tom de comédia. Brutal em alguns sentidos, traz um certo desconforto em a gente rir das situações. E a intenção é exatamente essa.
- A viagem do capitão Tornado (1990) – Uma ode às companhias itinerantes da Commedia dell’arte, que teve seu declínio no século XVII (época retratada no filme). E também uma metáfora da transformação de uma pessoa que encontra o seu lugar no mundo.
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domingo, outubro 23, 2016
As faces do cinema de Ettore Scola
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