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sábado, outubro 22, 2016

O mundo de Gumball

Um dos desenhos mais interessantes da atualidade em que as crianças se divertem, mas são os adultos, em vários episódios, que mais entendem as reflexões filosóficas, humor ácido, explicações científicas e críticas a sociedade de consumo..
Gumball é o gato azul de 12 anos que tem um pai bobão que é um coelho, uma mãe autoritária, uma irmãzinha que é a mais inteligente da família e que às vezes usa esse atributo para se dar bem. O melhor amigo de Gumball é seu irmão adotivo Darwin, um peixe mutante que criou pernas, saiu do aquário e vai à escola.
Vários personagens secundários são excelentes sacadas, como um balão, uma nuvem, uma banana e um T-Rex saído do Parque dos Dinossauros.
Assista com seus filhos, sobrinhos e netos. Ou sozinho, mesmo, pois vale a pena. Disponível no Cartoon Network e Netflix.

sexta-feira, julho 29, 2016

A Máscara em que Você Vive

The Mask You Live In (A Máscara em que Você Vive) é um dos melhores documentários disponíveis no Netflix atualmente. Trata de um dos temas mais tabus que existe na sociedade, que é a construção cultural sobre o que é ser homem.

O título do documentário é um trocadilho para masculino em inglês (masculine) e se não é uma abordagem mais ampla (existem diferenças entre homens e mulheres que vão além da construção cultural e social, mas também hormonais, por exemplo) serve para ser pensada e que deveria ser mais discutida.

A máscara que se refere o documentário é sobre o estereótipo de ser homem: não deve chorar, não deve ter dúvidas; tem que ser hétero e precisa reforçar isso a todo instante, tem que ser pegador, estar pronto pra brigas etc. Homens ou mulheres, sabemos todos como são os rótulos da masculinidade. A produção questiona os efeitos nocivos que isso pode acarretar nas crianças e adolescentes que aprendem ou fingem reprimir seus verdadeiros sentimentos em nome do que é socialmente aceito.

Alguns dados sobre os Estados Unidos e que, imagino, tenha uma correlação com outros países como o Brasil: em comparação com as meninas, os meninos têm muito mais chances de serem reprovados, abandonar ou serem expulsos da escola. O suicídio é a terceira causa de morte dos garotos (são pelo menos três por dia). Noventa e três por cento dos menores de 18 anos estão expostos a pornografia na internet e 21% usam pornografia todos os dias. Junte esses dados com a cultura do estupro (de acordo com o documentário 1/3 desses jovens pensariam em cometer estupros se não houvessem chances de serem pegos) a outros fatores que também são reflexos de uma construção “cultural” masculina. Noventa por cento dos assassinatos são cometidos por homem, que também são os que mais morrem, bem como o alcoolismo e a dependência por outras drogas.

Enfim, este documentário é um bom ponto de partida para se refletir os efeitos de uma construção estereotipada sobre ser homem podem causar em milhões de crianças (sejam meninos ou meninas). E se o feminismo tem sido de suma importância (eu simpatizo com algumas correntes, com outras, não) na reconstrução do que é ser mulher, é preciso também se rediscutir o que é ser homem.

PS. Mansome é outro documentário, bem mais leve e não tão bom, que discute o que ser um adulto macho nos dias de hoje na cultura americana, desde o uso da barba aos cuidados cosméticos com a aparência.


terça-feira, janeiro 12, 2016

Os melhores, as surpresas e as decepções no cinema em 2015

Apesar de ter sido um ano de boas produções em Hollywood e no Brasil, fui pouco ao cinema e então minha lista está focada nos que eu vi pela primeira vez no ano passado, independentemente do ano de lançamento. Mas para agradar os imediatistas, os que foram lançado no ano passado estão em negrito.
Preciso dizer também que tem uma trapaça aqui, pois inclui algumas produções que só nos últimos dias, como Entre Abelhas e Que horas ela volta?, dois filmes nacionais muito bons. Porchat surpreendeu fazendo um papel mais dramático e o filme de Anna Muylaert, além de todos os elogios já feito a produção, eu acrescento o trabalho do Lourenço Mutareli, mais complexo do que pode parecer num primeiro momento.
A Pixar veio revigorada numa trama complexa demais para as crianças, a Marvel continua mostrando que tem força para expandir seu universo, Star Wars e Mad Max provaram que é possível reinventar as franquias e não fazer coisas forçadas como Jurassic World e Exterminador do Futuro ou um desastre total, como O Quarteto Fantástico.
Mas o grande destaque mesmo foi o protagonismo feminino na maioria das boas produções.

A lista está em ordem alfabética, pois a minha preferência muda de acordo com meu humor. Já nas decepções, não tive como limar um a mais, e ficou com 11, mesmo.

10 melhores

1. Divertidamente
2. Gravidade
3. Mad Max
4. Na natureza selvagem 
5. O Abrigo
6. O Abutre 
7. O Lobo Atrás da Porta
8. Que horas ela volta?
9. Relatos Selvagens
10. Star Wars - O despertar da força


10 surpresas

1. Azul é a cor mais quente
2. Diário de um jornalista bêbado 
3. Entre Abelhas
4. Homem - formiga
5. Obsessão
6. Philomena
7. Sobreviventes
8. The Babadook
9. Velozes e Furiosos 7
10. You don't know Jack

11 Decepções / Piores

1. Annabelle
2. Everest
3. Expresso do Amanhã 
4. Exterminador do Futuro - Genesis
5. Jurassic World
6. Ninfomaníaca - volume 01
7. O Apocalipse
8. O Quarteto Fantástico (2015)
9. Poltergeist 2015
10. Sétimo 
11. Terremoto - A falha de San Andreas


Lista dos filmes vistos nos úlimos 12 meses

  1. A conversação
  2. A Origem 
  3. A Outra face
  4. A Rocha
  5. Annabelle
  6. Ataque a casa branca
  7. Aura
  8. Azul é a cor mais quente
  9. Bob esponja - um herói fora d'água
  10. Como sobreviver a um ataque de zumbis
  11. Con Air - A rota da fuga
  12. Conta Comigo
  13. Darwin matou Deus?
  14. De volta para o futuro 2
  15. Débi & Loide2
  16. Depois do Pornô
  17. Desconhecido
  18. Desconstruindo Harry
  19. Diário de um jornalista bêbado 
  20. Divertidamente
  21. Doméstica 
  22. Elefante Branco 
  23. Elevador
  24. Enterrado Vivo
  25. Entre Abelhas
  26. Everest
  27. Evocando Espíritos
  28. Expresso do Amanhã 
  29. Exterminador do Futuro
  30. Exterminador do Futuro - a salvação
  31. Exterminador do Futuro - Genesis
  32. Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final
  33. Festim Diabólico
  34. Foxcather - uma história que abalou o mundo
  35. Frozen
  36. Ghost - Do outro lado da vida
  37. Golpe Duplo
  38. Gravidade 
  39. Homem - formiga
  40. Hot Girls Wanted
  41. Interestellar
  42. Inverno de Sangue
  43. Jack Ryan - Operação Sombra
  44. Jurassic World
  45. Kingsman
  46. Lucy
  47. Malícia 
  48. Manhattan
  49. Maze Runner
  50. Medo e Delírio
  51. Na natureza selvagem 
  52. Ninfomaníaca - volume 01
  53. Ninfomaníaca vol. 2
  54. Noé
  55. Noite sem fim
  56. Noivo neurótico, noiva nervosa
  57. O Abrigo
  58. O Abutre 
  59. O Apocalipse
  60. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
  61. O Lobo Atrás da Porta
  62. O mensageiro
  63. O Predestinado
  64. O Quarteto Fantástico (2015)
  65. O quinto poder
  66. Obsessão
  67. Os Incrédulos
  68. Os Vingadores - Era de Ultron
  69. Philomena
  70. Pinta
  71. Pixels
  72. Poltergeist 2015
  73. Que horas ela volta?
  74. Relatos Selvagens
  75. Sangue de meu sangue 
  76. Segurança Nacional
  77. Sem Retorno
  78. Sétimo 
  79. Sobrenatural capitulo 3
  80. Sobreviventes
  81. Star Wars - O despertar da força
  82. Terremoto - A falha de San Andreas
  83. The Babadook
  84. The True Cost
  85. Transiberiano
  86. Última viagem a Vegas
  87. Um dia de fúria
  88. Um grito no escuro
  89. Um lugar solitário para morrer 
  90. Uma noite no Museu 3
  91. Vai que dá certo
  92. Velozes e Furiosos 5
  93. Velozes e Furiosos 6
  94. Velozes e Furiosos 7
  95. Viagem ao centro da Terra
  96. You don't know Jack
  97. Zietgeist


terça-feira, setembro 15, 2015

Documentário mostra o que há por trás da indústria da moda

A indústria da moda, uma das que mais emprega gente no mundo é também a segunda mais poluente. Esta é uma das afirmações do documentário “The True Cost”, de Andrew Morgan, disponível no Netflix, que mira nas empresas de moda de “consumo rápido” e suas consequências socioambientais.
O ponto de partida é o desmoronamento de um prédio em Bangladesh onde funcionavam fábricas de roupas, que levou a morte de 1.134 funcionários que trabalhavam em condições subumanas.
Com entrevistas em várias partes do mundo, incluindo a Índia, os Estados Unidos e Bangladesh, o documentário põe o dedo em  problemas sérios em várias etapas da cadeia de produção, começando pelo cultivo do algodão e seu massivo uso de agrotóxicos, às condições de escravidão dos trabalhadores e estratégias de marketing que incentivam o consumo de roupas de baixo custo (essas quase descartáveis que compramos para usar no dia-a-dia).
As ativistas Vandana Shiva, Stella McCartney, Livia Firth, entre outros entrevistados discutem como que a disputa das marcas geram milhões de miseráveis ao redor do mundo, além de apontarem alguns caminhos para um consumo mais consciente, não somente de roupas.
O documentário não traz nenhuma entrevista no Brasil, onde os casos também são bem evidentes. Nos últimos cinco anos, pelo menos, empresas como Renner, Pernambucanas, Collins, C&A, Marisa e Sete Sete Cinco foram investigadas por trabalho escravo, sobretudo com bolivianos. Além dessas, um dos escândalos mais marcantes é a da Zara, que, apesar de ser uma grife de luxo, foi condenada por esse mesmo motivo.
Assista ao documentário e olhe as etiquetas das suas roupas.







 
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