Google+ Cinema e Mídia: oscar

Social Icons

twitterfacebookgoogle plusrss feedemail
Mostrando postagens com marcador oscar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador oscar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, agosto 24, 2016

Os 100 melhores

Estamos bem no início do século, mas a BBC já fez uma daquelas listas dos 100 melhores dos séculos. Boas surpresas com três longas de Michael Haneke, o brasileiro Cidade de Deus e o argentino O Segredo dos seus Olhos, embora ache O Filho da Noiva bem melhor.

Em negrito os filmes que eu já vi, em azul aqueles filmes que ainda não vi, mas tá lista e em vermelho aqueles que realmente acho superestimados.

É certo que Cidade dos Sonhos está entre os melhores para mim, mas não estaria lá no topo da lista. Senti falta de Incêndios, de Denis Villeneuve e Toy Story 3.

100. Toni Erdmann (Maren Ade, 2016)

100. Réquiem Para um Sonho (Darren Aronofsky, 2000)

100. Carlos, o Chacal (Olivier Assayas, 2010)

99. Os Catadores e Eu (Agnès Varda, 2000)

98. Dez (Abbas Kiarostami, 2002)

97. Minha Terra África (Claire Denis, 2009)

96. Procurando Nemo (Andrew Stanton, 2003)

95. Moonrise Kingdom (Wes Anderson, 2012)

94. Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008)

93. Ratatouille (Brad Bird, 2007)

92. O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (Andrew Dominik, 2007)

91. O Segredo dos Seus Olhos (Juan José Campanella, 2009)

90. O Pianista (Roman Polanski, 2002)

89. A Mulher Sem Cabeça (Lucrecia Martel, 2008)

88. Spotlight: Segredos Revelados (Tom McCarthy, 2015)

87. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet, 2001)

86. Longe do Paraíso (Todd Haynes, 2002)

85. O Profeta (Jacques Audiard, 2009)

84. Ela (Spike Jonze, 2013)

83. A.I.: Inteligência Artificial (Steven Spielberg, 2001)

82. Um Homem Sério (Joel and Ethan Coen, 2009)

81. Shame (Steve McQueen, 2011)

80. O Retorno (Andrey Zvyagintsev, 2003)

79. Quase Famosos (Cameron Crowe, 2000)

78. O Lobo de Wall Street (Martin Scorsese, 2013)

77. O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel, 2007)

76. Dogville (Lars von Trier, 2003)

75. Vício Inerente (Paul Thomas Anderson, 2014)

74. Spring Breakers: Garotas Perigosas (Harmony Korine, 2012)

73. Antes do Pôr-do-Sol (Richard Linklater, 2004)

72. Amantes Eternos (Jim Jarmusch, 2013)

71. Tabu (Miguel Gomes, 2012)

70. Histórias que Contamos (Sarah Polley, 2012)

69. Carol (Todd Haynes, 2015)

68. Os Excêntricos Tenenbaums (Wes Anderson, 2001)

67. Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008)

66. Primavera, Verão, Outono, Inverno... E Primavera (Kim Ki-duk, 2003)

65. Aquário (Andrea Arnold, 2009)

64. A Grande Beleza (Paolo Sorrentino, 2013)

63. O Cavalo de Turin (Béla Tarr e Ágnes Hranitzky, 2011)

62. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, 2009)

61. Sob a Pele (Jonathan Glazer, 2013)

60. Síndromes e um Século (Apichatpong Weerasethakul, 2006)

59. Marcas da Violência (David Cronenberg, 2005)

58. Moolaadé (Ousmane Sembène, 2004)

57. A Hora Mais Escura (Kathryn Bigelow, 2012)

56. A Harmonia Werckmeister (Béla Tarr e Ágnes Hranitzky, 2000)

55. Ida (Paweł Pawlikowski, 2013)

54. Era uma Vez na Anatolia (Nuri Bilge Ceylan, 2011)

53. Moulin Rouge: Amor em Vermelho (Baz Luhrmann, 2001)

52. Mal dos Trópicos (Apichatpong Weerasethakul, 2004)

51. A Origem (Christopher Nolan, 2010)

50. A Assassina (Hou Hsiao-hsien, 2015)

49. Adeus à Linguagem (Jean-Luc Godard, 2014)

48. Brooklyn (John Crowley, 2015)

47. Leviatã (Andrey Zvyagintsev, 2014)

46. Cópia Fiel (Abbas Kiarostami, 2010)

45. Azul é a Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche, 2013)

44. 12 Anos de Escravidão (Steve McQueen, 2013)

43. Melancolia (Lars von Trier, 2011)

42. Amor (Michael Haneke, 2012)

41. Divertida Mente (Pete Docter, 2015)

40. O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)

39. O Novo Mundo (Terrence Malick, 2005)

38. Cidade de Deus (Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002)

37. Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (Apichatpong Weerasethakul, 2010)

36. Timbuktu (Abderrahmane Sissako, 2014)

35. O Tigre e o Dragão (Ang Lee, 2000)

34. O Filho de Saul (László Nemes, 2015)

33. Batman: O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008)

32. A Vida dos Outros (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006)

31. Margaret (Kenneth Lonergan, 2011)

30. Oldboy (Park Chan-wook, 2003)

29. WALL-E (Andrew Stanton, 2008)

28. Fale com Ela (Pedro Almodóvar, 2002)

27. A Rede Social (David Fincher, 2010)

26. A Última Noite (Spike Lee, 2002)

25. ​Amnésia (Christopher Nolan, 2000)

24. O Mestre (Paul Thomas Anderson, 2012)

23. Caché (Michael Haneke, 2005)

22. Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003)

21. O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson, 2014)

20. Sinédoque, Nova York (Charlie Kaufman, 2008)

19. Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015)

18. A Fita Branca (Michael Haneke, 2009)

17. O Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)

16. Holy Motors (Leos Carax, 2012)

15. 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (Cristian Mungiu, 2007)

14. O Ato de Matar (Joshua Oppenheimer, 2012)

13. Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, 2006)

12. Zodíaco (David Fincher, 2007)

11. Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum (Joel e Ethan Coen, 2013)

10. Onde os Fracos não Têm Vez (Joel e Ethan Coen, 2007)

9. A Separação (Asghar Farhadi, 2011)

8. As Coisas Simples da Vida (Edward Yang, 2000)

7. A Árvore da Vida (Terrence Malick, 2011)

6. Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry, 2004)

5. Boyhood: Da Infância à Juventude (Richard Linklater, 2014)

4. A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001)

3. Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)

2. Amor à Flor da Pele (Wong Kar-wai, 2000)

1. Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001)

terça-feira, janeiro 12, 2016

Os melhores, as surpresas e as decepções no cinema em 2015

Apesar de ter sido um ano de boas produções em Hollywood e no Brasil, fui pouco ao cinema e então minha lista está focada nos que eu vi pela primeira vez no ano passado, independentemente do ano de lançamento. Mas para agradar os imediatistas, os que foram lançado no ano passado estão em negrito.
Preciso dizer também que tem uma trapaça aqui, pois inclui algumas produções que só nos últimos dias, como Entre Abelhas e Que horas ela volta?, dois filmes nacionais muito bons. Porchat surpreendeu fazendo um papel mais dramático e o filme de Anna Muylaert, além de todos os elogios já feito a produção, eu acrescento o trabalho do Lourenço Mutareli, mais complexo do que pode parecer num primeiro momento.
A Pixar veio revigorada numa trama complexa demais para as crianças, a Marvel continua mostrando que tem força para expandir seu universo, Star Wars e Mad Max provaram que é possível reinventar as franquias e não fazer coisas forçadas como Jurassic World e Exterminador do Futuro ou um desastre total, como O Quarteto Fantástico.
Mas o grande destaque mesmo foi o protagonismo feminino na maioria das boas produções.

A lista está em ordem alfabética, pois a minha preferência muda de acordo com meu humor. Já nas decepções, não tive como limar um a mais, e ficou com 11, mesmo.

10 melhores

1. Divertidamente
2. Gravidade
3. Mad Max
4. Na natureza selvagem 
5. O Abrigo
6. O Abutre 
7. O Lobo Atrás da Porta
8. Que horas ela volta?
9. Relatos Selvagens
10. Star Wars - O despertar da força


10 surpresas

1. Azul é a cor mais quente
2. Diário de um jornalista bêbado 
3. Entre Abelhas
4. Homem - formiga
5. Obsessão
6. Philomena
7. Sobreviventes
8. The Babadook
9. Velozes e Furiosos 7
10. You don't know Jack

11 Decepções / Piores

1. Annabelle
2. Everest
3. Expresso do Amanhã 
4. Exterminador do Futuro - Genesis
5. Jurassic World
6. Ninfomaníaca - volume 01
7. O Apocalipse
8. O Quarteto Fantástico (2015)
9. Poltergeist 2015
10. Sétimo 
11. Terremoto - A falha de San Andreas


Lista dos filmes vistos nos úlimos 12 meses

  1. A conversação
  2. A Origem 
  3. A Outra face
  4. A Rocha
  5. Annabelle
  6. Ataque a casa branca
  7. Aura
  8. Azul é a cor mais quente
  9. Bob esponja - um herói fora d'água
  10. Como sobreviver a um ataque de zumbis
  11. Con Air - A rota da fuga
  12. Conta Comigo
  13. Darwin matou Deus?
  14. De volta para o futuro 2
  15. Débi & Loide2
  16. Depois do Pornô
  17. Desconhecido
  18. Desconstruindo Harry
  19. Diário de um jornalista bêbado 
  20. Divertidamente
  21. Doméstica 
  22. Elefante Branco 
  23. Elevador
  24. Enterrado Vivo
  25. Entre Abelhas
  26. Everest
  27. Evocando Espíritos
  28. Expresso do Amanhã 
  29. Exterminador do Futuro
  30. Exterminador do Futuro - a salvação
  31. Exterminador do Futuro - Genesis
  32. Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final
  33. Festim Diabólico
  34. Foxcather - uma história que abalou o mundo
  35. Frozen
  36. Ghost - Do outro lado da vida
  37. Golpe Duplo
  38. Gravidade 
  39. Homem - formiga
  40. Hot Girls Wanted
  41. Interestellar
  42. Inverno de Sangue
  43. Jack Ryan - Operação Sombra
  44. Jurassic World
  45. Kingsman
  46. Lucy
  47. Malícia 
  48. Manhattan
  49. Maze Runner
  50. Medo e Delírio
  51. Na natureza selvagem 
  52. Ninfomaníaca - volume 01
  53. Ninfomaníaca vol. 2
  54. Noé
  55. Noite sem fim
  56. Noivo neurótico, noiva nervosa
  57. O Abrigo
  58. O Abutre 
  59. O Apocalipse
  60. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
  61. O Lobo Atrás da Porta
  62. O mensageiro
  63. O Predestinado
  64. O Quarteto Fantástico (2015)
  65. O quinto poder
  66. Obsessão
  67. Os Incrédulos
  68. Os Vingadores - Era de Ultron
  69. Philomena
  70. Pinta
  71. Pixels
  72. Poltergeist 2015
  73. Que horas ela volta?
  74. Relatos Selvagens
  75. Sangue de meu sangue 
  76. Segurança Nacional
  77. Sem Retorno
  78. Sétimo 
  79. Sobrenatural capitulo 3
  80. Sobreviventes
  81. Star Wars - O despertar da força
  82. Terremoto - A falha de San Andreas
  83. The Babadook
  84. The True Cost
  85. Transiberiano
  86. Última viagem a Vegas
  87. Um dia de fúria
  88. Um grito no escuro
  89. Um lugar solitário para morrer 
  90. Uma noite no Museu 3
  91. Vai que dá certo
  92. Velozes e Furiosos 5
  93. Velozes e Furiosos 6
  94. Velozes e Furiosos 7
  95. Viagem ao centro da Terra
  96. You don't know Jack
  97. Zietgeist


segunda-feira, março 03, 2014

Oscar 2014: quase sem surpresas

A cerimônia do Oscar 2014 optou por uma linha mais politicamente correta e "democrata" ao diluir seus principais prêmios para vários bons filmes. Gravidade ganhou 7 estatuetas, em sua maioria prêmio técnicos, além do esperado melhor direção. "12 Anos de Escravidão" ganhou força nas últimas semanas e além de melhor filme, venceu também com melhor atriz coadjuvante e roteiro adaptado.

O injustiçado "Ela" de Spike Jonze ao menos venceu com o Oscar de roteiro original, e "Blue Jasmine" deu a estatueta a Cate Blanchet, apesar do período nebuloso para Woody Allen. Faltou premiar "Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum ", dos Irmãos Coen e "Nebraska", de Alexander Payne. Mas o grande perdedor, mesmo, foi "Trapaça", que mesmo com 10 indicações e dirigido pelo novo queridinho de Hollywood, David O. Russell, não levou nada.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Vencedores Globo de Ouro

A premiação do Globo de Ouro (12/01/2014) parece ter sido propositalmente democrática, com tantos filmes bons, ao menos nas indicações de cinema. A exceção de "Nebraska", "Capitão Philips" e "Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum", os grandes indicados receberam ao menos um prêmio, com o honroso "12 anos de escravidão" como melhor filme de drama e "Trapaça", aparentemente (porque não vi), um deslize de júri.

Já na parte das séries, o reconhecimento a uma das mais brilhantes series de TV, Breaking Bad, mas na parte das comédias de TV uma decepção e uma incógnita. Estou curioso para ver se "Brooklyn nine-nine" merece os prêmios. Já quanto a "Parks and recreation", se já achei um absurdo estar concorrendo a melhor comédia - é bem fraquinha, imagine ganhar como melhor atriz...

domingo, janeiro 05, 2014

Melhores e Piores de 2013

Como em anos anteriores, ainda que um pouco atrasado, listo minha seleção de melhores e piores filmes que assisti pela primeira vez em 2013, independente do ano de lançamento. Entre os melhores, além dos óbvios Django Livre e Argo, incluo o sensível Indomável Sonhadora e o contundente Amor.

Entre os piores, impossível não listar as malfadadas continuações Duro de Matar 5, Atividade Paranormal 4, GI Joe – Retaliação e O Último Exorcismo – parte 2.

Também listo aqui os dez filmes que mais me decepcionaram, não necessariamente por serem ruins, mas por serem aquém do que esperava, considerando o tema, elenco etc. Aqui entraram principalmente temporadas de séries que gosto (ou gostava) como a terceira e preguiçosa temporada de Homeland e a esticada temporada de The Walking Dead.

E também trago dez destaques, que é sempre a minha seleção mais difícil. Também não são necessariamente filmes excepcionais, mas que valem a pena conferir. O brasileiro Faroeste Caboclo está nesta lista, assim como O Voo, com uma espetacular atuação de Denzel Washington. A crueza de Os Amores da Casa de Tolerância ganhou minha simpatia pela forma que a história foi abordada.

O último filme a entrar nesta lista foi o remake Sob o Domínio do Medo. Sim, eu sei, muita gente não gostou. Talvez até por isso, esperava que fosse odiosamente ruim, mas até achei interessante. Não para o cinema, mas para a TV e guardando as devidas proporções entre o diretor deste e do original. E claro que não dá pra comparar a atuação canastrona de James Marsden com a de Dustin Hoffman em 1971.

domingo, maio 26, 2013

O Mestre

Paul Thomas Anderson assina o roteiro e a direção de O Mestre, um filme denso e estranho, mas com atuações espetaculares que rendeu três indicações ao Oscar 2013: melhor ator, melhor ator coadjuvante e melhor atriz. A história traz Freddie Quell (Joaquim Phoenix) veterano da 2ª. Guerra Mundial traumatizado, alcoólatra e viciado em sexo que encontra Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman, de Capote, Antes que o diabo saiba que você está morto), um tipo de guru que seus seguidores o chamam de mestre.

Sua seita, A Causa, é um misto de pseudo-ciência com truques de hipnose e muita simpatia, cujos muitos de seus princípios estão no livro escrito por Dodd, que possui o mesmo nome da seita.

quinta-feira, maio 16, 2013

Paperman

Confira na íntegra o criativo Paperman, curta exibido antes de "Detona, Ralph" e que ganhou o Oscar de melhor curta de animação este ano. Sem diálogos e em preto e branco, mas encantador.

quinta-feira, abril 18, 2013

Amor


O amor entre pessoas idosas não é um tema recorrente no cinema e quem assistir de forma desprevenida pode estranhar o filme do austríaco Michael Haneke, conhecido por sua forma “seca” de tratar temas como a violência, o preconceito, a solidão e a família. Em Amor, um casal de idosos da elite cultural da França tem sua rotina alterada após o derrame da mulher Anne (numa forte interpretação de Emmanuelle Riva, um ícone do cinema francês, assim como o ator Jean-Louis Trintignant, que faz seu marido no filme).

O final da história nós já sabemos logo na primeira cena, quando policiais invadem o apartamento do casal e só encontram uma mulher deitada na cama: Anne está morta. A forma com que Haneke conduz a história, de certa forma doce, ainda que completamente crua e com pouco espaço para outros adjetivos melosos, aliada a forte interpretação do casal dão a tônica necessária a um tabu da nossa sociedade.

terça-feira, março 19, 2013

Indomável Sonhadora


Uma das grandes surpresas do Oscar 2013, Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild) é uma adaptação para o cinema de uma peça de Lucy Alibar. O diretor estreante Benh Zeitlin foi muito criativo em fazer um filme cru e forte, mas ao mesmo tempo com alguma leveza e com um baixíssimo orçamento para os padrões americanos: 1,8 milhão de dólares.

Apesar do título suave no Brasil, a história é trágica: A pequena Hushpuppy (Quvenzhané Wallis, a mais jovem indicada a melhor atriz no Oscar), de apenas seis anos vive com seu pai doente em uma comunidade alagável de Louisiana, no sul dos Estados Unidos, apelidada de "banheira". Fortes tempestades ameaçam a permanência dos dois e dos demais moradores no local.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Os Vencedores do Globo de ouro


Argo surpreende e desbanca os favoritos do Oscar "Lincoln" e "As Aventuras de Pi". "Os Miseráveis" foi bem e "Homeland" foi a grande série (de novo) do ano. Decepção mesmo só com "Valente", como melhor animação. E quem duvidava do prêmio de melhor canção para Adele?
E não é que o Globo de Ouro é menos chato de assistir que o Oscar?

Vejam os vencedores em todas as categorias

sexta-feira, janeiro 11, 2013

E os indicados ao Oscar são...

Com Lincoln, Spielberg pode se consagrar de novo
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou quinta-feira (10) os indicados ao Oscar 2013. A cerimônia de entrega acontece em 24 de fevereiro, em Los Angeles. "Lincoln" (12 indicações), de Steven Spielberg e "As aventuras de Pi" (11 indicações), de Ang Lee, lideram a disputa. Apesar de não ter "O Palhaço", de Selton Mello, em filme estrangeiro e nenhuma indicação para Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, a seleção parece um pouco mais equilibradas que em anos anteriores. Surpreendeu as indicações para "Amor", de Michael Haneke, porque sempre o achei bom demais para o Oscar. E "Django Livre", o novo de Tarantino não agradou tanto a academia como tinha acontecido com "Bastardos Inglórios".
Mas a lista está aí:

sábado, janeiro 05, 2013

Os 10 mais em 2012

Como venho fazendo nos últimos anos, segue minha lista sobre os melhores e piores filmes que vi em 2012.
Nunca é demais avisar que as minhas listas se referem aos filmes que vi pela primeira vez no ano passado, independente do ano de lançamento. Por isso é possível encontrar filmes de 2001, como é o caso de O Filho da Noiva, mas a maioria são de 2011 e 2012, mesmo.
Pra mim, 2012 foi um ano bom, principalmente pelo destaque de filmes que fizeram algum sucesso sem ser do estilo Hollywood.
Do mesmo modo, entre os piores filmes, coloquei alguns de diretores consagrados como "aquela coisa" dirigida por Oliver Stone, que ele chamou de Selvagens. Uma lástima! E também o reboot O Legado Bourne.
Entre os melhores e piores também faço a lista das melhores surpresas e decepções, que são as mais complicadas de eu fazer. Não são necessariamente filmes ótimos que estão nas surpresas e não necessariamente ruins as decepções. Mas sim aqueles que me surpreenderam, sendo melhor ou pior do que esperava.

Ah. sim! E antes que me perguntem: Os Vingadores não está na lista. Em nenhuma delas!

sábado, dezembro 15, 2012

Trailer as aventuras de Pi

O diretor Ang Lee sabe trazer seu olhar peculiar ao grande cinema. Encantou o mundo O Tigre e o Dragão e a academia em O Segredo de Brokeback Mountain.

Em as Aventuras de Pi, que estreia às vésperas do Natal do Brasil, a história incrível de um garoto indiano náufrago que tem como companheiro um tigre e outros animais exóticos já é considerado por críticos como um dos melhores de 2012.

A história sobre a jornada de uma pessoa sempre fascina, sendo um menino indiano e com efeitos especiais de encher os olhos.... promete ser um filme para agradar jovens e adultos.

Veja o trailer legendado abaixo:

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Conheça os indicados do Globo de Ouro


Foram anunciadas as produções indicadas ao Globo de Ouro cuja 70ª edição acontece em 13 de janeiro. Depois de filmes fracos, Spielberg lidera as indicações com seu Lincoln, com Daniel Day-Lewis. Quentin Tarantino volta a brilhar com Django Livre e Ben Affleck vem consolidando seu nome com trabalhos sólidos.

Veja abaixo a lista dos principais indicados

terça-feira, setembro 18, 2012

Que filme irá representar o Brasil na disputa do Oscar?

O Oscar é uma festa comercial onde ganham as distribuidoras que utilizam as melhores táticas de convencimento do júri.

Ainda sim torcemos em ver alguns dos melhores filmes terem esse reconhecimento, pois pode ajudar na melhoria da qualidade do cinema.

Quase nunca é assim e exemplos como Guerra ao Terror não nos deixam mentir.

O Brasil tem uma maneira estranha de escolher seus filmes, errando na maioria dos casos nos nomes indicados.

 A parte boa é que este ano, particularmente, temos bons filmes para serem indicados, mas o meu favorito (ainda que não tenha visto todos) é, sem sombra de dúvida, O Palhaço.

segunda-feira, julho 09, 2012

O Palhaço


Selton Mello já havia demonstrado sensibilidade e potencial em sua produção de estreia, Feliz Natal (2008), mas em O Palhaço ele mostra que já é um dos grandes diretores do cinema brasileiro. E por isso é mais do que justo este filme ter sido o indicado do Brasil como melhor filme estrangeiro para o Oscar 2013. Flertando inspirações de diretores como Felini e Wes Anderson e homenageando grandes humoristas como Oscarito e Didi (sim, ele já foi engraçado), O Palhaço conta a história de Benajim, um palhaço que acha que perdeu a graça e quer dar um novo sentido a sua vida.

Mas não é tão simples assim pois ele é um faz-tudo no circo Esperança que na década de 70 rodava pelo interior do Brasil. Além de fazer tudo funcionar, ele cuida do pagamento e, de certa forma, da vida de todos do circo até o momento em que um episódio alheio envolvendo seu pai, Valdemar (interpretado pelo sempre ótimo Paulo José) se transforma na deixa para se retirar do picadeiro.

segunda-feira, abril 16, 2012

O Artista


Com tanto frenesi em torno de O Artista, achei melhor esperar um pouco para assistir a produção francesa que louva Hollywood por meio de um cinema mudo e preto e branco em plena era 3D. O ínterim foi bom e acredito que por isso tenha gostado mais dele agora do que se tivesse visto quando ganhou as cinco estatuetas.

Isso porque a grande virtude do filme está na forma simples com que o diretor francês Michel Hazanavicius conta a história de um homem no auge da sua carreira que se torna obsoleto, ainda que muito por causa da sua própria arrogância. Usar os primórdios do cinema de massa sem dúvida foi uma ousadia inteligente, mas não muito arriscada, já que - sendo bem conduzida - arrancaria o carisma da crítica e os aplausos do público.

A estratégia de usar a “nostalgia” e a “homenagem” ao cinema também dá um gostinho especial a produção justamente quando esse recurso parece ter se esgotado nas animações infantis. Aqui, usada de forma bastante orgânica e apelando claramente aos mais velhos e aos cinéfilos espalhados pelo mundo, encontramos desde as referências óbvias como a pintinha de Marilyn Monroe, a dança de Gene Kelly, o bigodinho ridículo de Clark Gable; as um pouco mais sutis como Chaplin, James Bond e outros ícones do cinema. Talvez nem todos tenham sido propositais, mas tal como crédulos veem sinais religiosos em bolor de pão ou vidros embaçados, às vezes os apreciadores da sétima arte também veem esses sinais.

Então é ponto para o diretor, que conduziu um filme simpático, com uma forma bem humorada de nos apresentar um drama. Gostei também da dupla principal de atores embora não consiga dizer se Jean Dujardin é um bom ator ou um grande canastrão num papel feito sob medida. Quase a mesma coisa dá pra dizer sobre a esposa do diretor, Bérénice Bejo, com o especial adendo de que o que falta nela em sex appeal sobra em encantamento. E não posso me esquecer do chachorro, que é um espetáculo a parte e me deu vontade de ver... As aventuras de Tintim. Não acharam que eu ia dizer Lassie ou Benji, né?

Ainda assim, como quase sempre, o Oscar de melhor filme não foi para o melhor filme, mas foi para o mais carismático.E o que mais gostei, não foi a ousadia, o ar retrô ou ao tapete vermelho que o cinema gaulês estendeu a Hollywood. O que mais gostei foi da mensagem de que tal qual o personagem de George Valentim, quando nos tornamos ou estamos a nos tornar obsoletos, o melhor caminho nem sempre é se adaptar. O melhor pode ser fazer um novo caminho!

Trailer


Título original: The Artist
Direção: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Malcolm McDowell
Roteiro: Michel Hazanavicius
Origem: França
Estreia: 2011 - Brasil: 2012

segunda-feira, março 19, 2012

A dama de ferro


Quando terminei de ver A dama de Ferro logo concluí duas coisas. Como, de fato, Meryl Streep é uma atriz excepcional. A outra constatação é de como uma grande atriz participa de um filme tão fraco? Só para ganhar o Oscar? Inevitável a comparação com A Rainha, de Stephen Frears, com outra grande atriz, Helen Mirren. No filme de 2006 a biografia mostra uma mulher forte, embora ambígua às vezes, mas com um roteiro inteligente, que não desafia o nosso bom senso.

Quase o contrário do que Phyllida Lloyd fez com a “biografia” de Margaret Thatcher. A conservadora ex-primeira ministra britânica é uma personagem forte, sem dúvida, ainda que tenha um perfil político e ideologias questionáveis. Mas e daí? Existem vários filmes bons sobre Hitler, mas é preciso saber dar o foco certo.

O caso aqui é que o filme quer humanizar M. T. focando a figura histórica em momentos atuais quando possui o título de baronesa e exibe uma debilidade física e emocional que quase beira o melodrama e chega a lembrar, em alguns momentos, filmes de terror ou o bom Uma Mente Brilhante. Por meio de reminiscências dessa senhora é que percorremos a trajetória da jovem interiorana a uma das personalidades políticas mais importantes mundialmente no século passado.

Pena que o que poderia tornar um grande filme é justamente o que enfraquece. Dúvidas, muitas dúvidas pairam no ar. Sim, ela era uma mulher obstinada, mas como ela entrou para Oxford? Como entrou para a política? Como conquistou espaço e naquele Parlamento evidentemente machista? Ao desconsiderar questões centrais que poderiam dar profundidade à vida da Dama de Ferro, a direção opta por humanizar a personagem, cedendo a caprichos copiados de outros filmes como O Discurso do Rei.

E infelizmente, essa opção faz com que quem não conheça a trajetória da senhora fique com a impressão de que ela era uma mulher que enlouqueceu com o poder. Quem conhece mais sobre sua personalidade vê que o filme não acrescenta muita coisa, apenas uma tentativa frágil de humanizar uma figura polêmica.

Particularmente, não me comovi com sua história e Margaret continua sendo àquela que inspirou a graphic novel de Alan Moore, sobre uma sombria Londres dominada por um governo déspota. Sim, estou falando de V de Vingança!

Trailer


Título original: The Iron Lady
Direção: Phyllida Lloyd
Elenco: Meryl Streep, Michael Cochrane. Jeremy, Nicholas Farrell, Harry Lloyd, Alexandra Roach, Jim Broadbent
Roteiro: Abi Morgan
Origem: Reino Unido
Estreia: 2011

sexta-feira, março 09, 2012

Guerreiro


Dramas pessoais ambientados em filmes de luta estão entre os mais agraciados em premiações como o Oscar e o Globo de Ouro. E a maioria das produções realmente faz por merecer. A lista é extensa: Rocky – um lutador (1976), O Campeão (1979), Touro Indomável (1980), Menina de Ouro (2004), O Lutador (2008) e O Vencedor (2010). Logo, Guerreiro (Warrior) também tinha tudo pra estar entre esses filmes premiados. No entanto, só conseguiu uma indicação ao Oscar (e não levou), como melhor ator coadjuvante para o envelhecido Nick Nolte.

Guerreiro merecia ter ao menos mais indicações, pois é um drama mais complexo que a maioria dos anteriores citados. A história envolve Tom Conlon (Tom Hardy, de A Origem e Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge) e Brendan Conlon (Joel Edgerton), dois irmãos que tiveram destinos diferentes após a mãe abandonar o pai alcoólatra, Nick Nolte.

Tom volta à casa do pai, que está perto de marcar mil dias beber, para ser treinado por ele para participar de um torneio de MMA. Brendan é um lutador que após quase morrer no ringue, se tornou professor de física, mas a ameaça de perder a casa o faz voltar às lutas. Os dois têm fortes mágoas pelo o que o pai fez no passado. Mas ao passo que Tom fugiu com a mãe, Brendan resistiu e manteve sua vida na mesma cidade do pai, embora também não falasse com ele.

A mágoa de Tom faz com que Brendan seja visto por ele como um covarde, tornando o combate final do torneio de MMA bastante previsível, mas muito inteligente. O grande mérito do filme, além do final arrebatador, é mostrar o caminho dos três personagens que fica difícil saber se o “guerreiro” que dá nome ao filme se refere a Tom, Brendan, ou a família como um todo.

Brendan é o típico herói do american way of life: aquele que tenta vencer a vida com seu próprio mérito – não aceita empréstimos - e quer dar a melhor vida possível a sua família. Tom faz o anti-herói traumatizado que é visto como um herói de guerra e quer dar um destino bastante nobre ao prêmio, caso vença. Já o pai, Paddy Conlon, é um homem que se apegou a igreja e luta contra seu vício ainda que tardiamente, muitos anos após perder a esposa e o amor dos filhos e que agora vê uma chance de se reaproximar dos filhos.

E é essa triangulação com personagens fortes e ótimas atuações que torna o filme mais interessante, além, é claro, das excelentes lutas embora eu ache, pelas poucas lutas de MMA que já vi pela TV, um pouco exageradas. Mas esse é o normal do cinema mesmo. Outro destaque importante é Tom Hardy, ator inglês que já provou seu talento e vem escolhendo boas produções. Só não sei a comédia Guerra é Guerra, será um descanso, tal qual Ryan Gosling fez em Amor a toda prova, ou se será uma falha na escolha do projeto.

Mas independente disso, Guerreiro é uma ótima opção para quem gosta de filmes de luta, mas principalmente àqueles que gostam de boas histórias.

Trailer


Título original: Warrior
Direção: Gavin O'Connor
Elenco: Joel Edgerton, Tom Hardy, Nick Nolte, Jennifer Morrison
Roteiro: Cliff Dorfman, Gavin O'Connor, Peter Anthony Tambakis
Origem: Estados Unidos
Estreia: 2011

terça-feira, março 06, 2012

Uma Vida Melhor


O sonho de todo pai é dar uma vida melhor que a sua para seus filhos. Essa motivação universal é o que move também Carlos Galindo, interpretado de forma bastante comovente pelo mexicano Demián Bichir, que lhe valeu merecidamente uma indicação como melhor ator no Oscar desse ano. Imigrante ilegal nos Estados Unidos, ele trabalha todos os dias como jardineiro para criar sozinho seu filho adolescente, que está trilhando perigosamente para as violentas gangues das ruas de Los Angeles.

Sua vida parecia estar fadada a ser essa mesma, bastante difícil, mas a julgar pelo o que o personagem diz, melhor do que era no México, até que seu patrão lhe faz uma proposta tentadora: comprar sua caminhonete, transformando-o num profissional autônomo. No entanto ele não tem o dinheiro para comprar o veículo e por estar ilegalmente no país, não possui carteira de habilitação. Mas o sonho de dar uma vida melhor a seu filho fala mais alto. Pede dinheiro emprestado a irmã e ele começa a vislumbrar a solução para a sua vida.

Carlos só não contava ter sua caminhonete roubada pelo seu funcionário recém contratado e aí nós acompanhamos o desespero de um trabalhador em recuperar o que é seu de direito e a amargura de um pai que não quer falhar com o futuro de seu filho. Embora os temas sobre imigração e as gangues sirvam como base à história é sobre essa necessidade que se trata o filme.

Um tema que poderia facilmente trilhar o caminho do piegas, consegue ser drástico e esperançoso na medida certa nas mãos do diretor Chris Weitz. Logo ele, que tem em seu currículo um filme interessante como Um Grande Garoto, mas também outros mais fracos como o remake de O Céu Pode Esperar e American Pie. É dele também A Bússola de Ouro e Lua Nova, série Crepúsculo.

Claro que o talento de Demián Bichir é particularmente importantíssimo ao filme, que dá o tom certo ao personagem que busca ensinar valores morais e éticos ao filho ao mesmo tempo em que ele tem que cometer várias infrações para sobreviver. O ator José Julián, que faz seu filho, Luis, também consegue dar a naturalidade de um adolescente que tenta renegar não só seu pai, mas toda sua cultura mexicana, em busca de auto-afirmação. Com o infortúnio do pai, Luis se une a ele em busca da caminhonete, e eles podem, enfim, se conhecer um pouco mais, estreitando a relação, ainda que o destino trilhe para uma provável separação.

Outra grande qualidade do filme é mostrar que mesmo sendo uma produção estadunidense, é a visão dos imigrantes que impera. Em várias cenas isso fica bem acentuado. Vou destacar, contudo, apenas duas: Logo que seu veículo é roubado, enquanto trabalhava numa região chique de Los Angeles, Carlos parte em busca dele até chegar a uma rua em que avista um carro da polícia. Ele olha para a viatura e o que poderia ser a sua salvação é o seu momento de resignação, já que ele está ilegalmente no país. Em outro momento, seu filho é detido por causa de uma briga na escola e os policiais logo desconfiam de ele pertencer a uma gangue pelo simples fato de ser mexicano.

Como disse o próprio Carlos se referindo aos Estados Unidos: “Essa é uma terra de sonhos, mas também pode ser um lugar muito difícil, um lugar cruel”.

E quem há de duvidar?

Trailer


Título original: A Better Life
Direção: Chris Weitz
Elenco: Demián Bichir, José Julián, Eddie 'Piolin' Sotelo
Roteiro: Eric Eason
Origem: Estados Unidos
Estreia: 2011

 
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.