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segunda-feira, agosto 08, 2016

Esquadrão Suicida

Nem de longe é o que os trailers prometiam, mas também não é o lixo que a maioria das críticas tem afirmado. A minha definição é que o Esquadrão Suicida é uma grande bobagem, mas uma bobagem divertida e valeu o  ingresso.
O principal problema do Esquadrão parece ser mesmo a Warner, que quis remendar uma obra quase finalizada devido aos resultados aquém do esperado de Batman Vs Superman. Isso transpareceu em muitas cenas, principalmente em relação ao Coringa e a metade dos “heróis”: Amarra, Capitão Bumerangue, Katana e Crocodilo. Da forma como foi finalizado, sem esses personagens o filme seria mais fluido e ninguém sentiria falta.
Mas esse longa de personagens que pouco ou nada conhecia (não sou, não fui e nunca serei leitor de HQs) tem várias qualidades. A mais óbvia é o elenco de bons atores com Ben Affleck e Jared Leto; Joel Kinnaman que só interpreta policial, Margot Robbie, Viola Davis e Will Smith, o trio que, com “El Diablo “ Jay Hernandez, é o coração do longa. Aliás, esses quatro personagens são bem desenvolvidos e mostram o potencial que tinha, ainda que ache El Diablo e Arlequina as grandes surpresas dentro da proposta apresentada. Will Smith, apesar de bem no filme, me lembrou um envelhecido Agente J (Homens de Preto) e Viola Davis parecia a mesma Annalise Keating da série How to Get Away with Murder.
Há que se destacar também que a trilha sonora funciona e soa muitas vezes anárquica, como deveriam ser os personagens. A maquiagem, os efeitos visuais e o design de produção como um todo são irretocáveis, o que mais uma vez sugere que se a produção finalizada fosse a versão do diretor o filme ficasse mais coeso embora talvez um pouco mais sombrio e com classificação indicativa mais elevada.
Dito isso, é importante voltar aos problemas e alguns filmes são de inevitáveis comparações, independentes de serem da Marvel ou da DC (não sou fã de carteirinha de nenhum dos dois).
O primeiro e talvez principal problema é que filmes de super-heróis já cansaram. Não há novidade. Citando só alguns, a trilogia Batman do Cristopher Nolan e Homem-Aranha, do Sam Raimi, mais dois cabeças de teia sob a direção de Marc Webb, Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Homem Formiga, Superman, Besouro Verde, Blade, Deadpool, Demolidor, Dredd, Elektra, Guardiões da Galáxia, Hellboy, Lanterna Verde, Mulher Gato, Kick-Ass, Quarteto Fantástico, Tartarugas Nina, Os Vingadores, X-Men e Wolverine, Wathcmen e muitos outros.
Alguns personagens são até interessantes, mas a maioria dos filmes tem a mesma estrutura e quase sempre um final que quer ser grandioso e termina sendo genérico: a) trabalho em equipe que no último segundo acaba com todos os problemas de uma só vez; b) contagem regressiva que no último segundo o herói, num ato suicida, salva o dia, o mundo, a galáxia; ou sua variante c) o vilão que, em busca de redenção, faz um ato suicida para salvar o mundo, mas neste caso, geralmente o personagem morre e d) quase sempre o plano bem elaborado não funciona e um absurdo, bolado na hora, é internalizado por vários personagens de maneira instantânea e funciona.
Essa moda, iniciada pela Marvel e que a DC corre atrás, de criar universos expandidos faz com que muito tempo da narrativa fique centrada em agradar aos fãs, em dar pistas para os próximos filmes do estúdio e colocar os easter eggs, que antes era feito de forma lúdica ou simbólica, agora tornada obrigatória. Isso remete a problemas que, tanto em Esquadrão, como em Capitão América: Guerra Civil, o excesso de personagens atrapalha a narrativa.
Por fim, mas não menos importante, há um grande problema em Esquadrão, que é recorrente em alguns filmes de heróis. Citemos Quarteto Fantástico (o primeiro com Jéssica Alba ou o reboot, com Kate Mara) mais Thor e Hulk para parear os dois estúdios. Praticamente tudo que acontece na história é por conta da existência dos personagens. Se Thor não tivesse dado piti, se Banner não se acidentasse, se o quarteto não se acidentasse ou se Amanda Walter não tivesse criado o esquadrão, não haveria o que contar. E tudo que se segue é por conta disso.
Mas, os longas de heróis, junto com os reboots (Star Wars e Star Trek, por exemplo) e franquias intermináveis atraem gente para o cinema e movem as bilionárias indústrias, recorrendo a mesmice porque quase sempre funciona, igual as novelas da Globo. Ainda que de vez em quando um ou outro se sobressaia e crítica e público concordem com o produto apresentado.
Mas, às vezes, um filme é diferente e parece ser melhor do que realmente é: Deadpool. Ou pode parecer pior, caso do Esquadrão Suicida.
Quando tudo vai bem, somos presenteados com um O Cavaleiro das Trevas ou Homem-Aranha 2. No caso de heróis coletivos, nem X-Men, nem os Vingadores. O único que eu acho irretocável são Os Incríveis. Isso mesmo, aquele da Pixar, com personagens bem definidos e roteiro inteligente, ainda que tenha o mesmo final genérico da maioria.

sexta-feira, julho 29, 2016

A Máscara em que Você Vive

The Mask You Live In (A Máscara em que Você Vive) é um dos melhores documentários disponíveis no Netflix atualmente. Trata de um dos temas mais tabus que existe na sociedade, que é a construção cultural sobre o que é ser homem.

O título do documentário é um trocadilho para masculino em inglês (masculine) e se não é uma abordagem mais ampla (existem diferenças entre homens e mulheres que vão além da construção cultural e social, mas também hormonais, por exemplo) serve para ser pensada e que deveria ser mais discutida.

A máscara que se refere o documentário é sobre o estereótipo de ser homem: não deve chorar, não deve ter dúvidas; tem que ser hétero e precisa reforçar isso a todo instante, tem que ser pegador, estar pronto pra brigas etc. Homens ou mulheres, sabemos todos como são os rótulos da masculinidade. A produção questiona os efeitos nocivos que isso pode acarretar nas crianças e adolescentes que aprendem ou fingem reprimir seus verdadeiros sentimentos em nome do que é socialmente aceito.

Alguns dados sobre os Estados Unidos e que, imagino, tenha uma correlação com outros países como o Brasil: em comparação com as meninas, os meninos têm muito mais chances de serem reprovados, abandonar ou serem expulsos da escola. O suicídio é a terceira causa de morte dos garotos (são pelo menos três por dia). Noventa e três por cento dos menores de 18 anos estão expostos a pornografia na internet e 21% usam pornografia todos os dias. Junte esses dados com a cultura do estupro (de acordo com o documentário 1/3 desses jovens pensariam em cometer estupros se não houvessem chances de serem pegos) a outros fatores que também são reflexos de uma construção “cultural” masculina. Noventa por cento dos assassinatos são cometidos por homem, que também são os que mais morrem, bem como o alcoolismo e a dependência por outras drogas.

Enfim, este documentário é um bom ponto de partida para se refletir os efeitos de uma construção estereotipada sobre ser homem podem causar em milhões de crianças (sejam meninos ou meninas). E se o feminismo tem sido de suma importância (eu simpatizo com algumas correntes, com outras, não) na reconstrução do que é ser mulher, é preciso também se rediscutir o que é ser homem.

PS. Mansome é outro documentário, bem mais leve e não tão bom, que discute o que ser um adulto macho nos dias de hoje na cultura americana, desde o uso da barba aos cuidados cosméticos com a aparência.


domingo, junho 19, 2016

Documentários

Uma seleção de bons documentários com temas diversos que vi nos últimos tempos. A maioria deles está disponível ou no Netflix ou no youtube.

(Dis)Honesty – The Truth About Lies (ou (Des)honestidade – A verdade sobre mentiras)
O impacto das mentiras em nossas vidas e na sociedade.

A Corporação
O documentário é um curso sobre como as grandes corporações (IBM, Dysney, McDonalds, Monsanto, Pfizer, Pirelli e outras tantas) surgiram e cresceram no mundo.

As hiper mulheres
Os preparativos para a realização do Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT).

A vida depois do Pornô
Como é a vida das celebridades do entretenimento adulto depois que se afastam das atividades pornôs.

Cinderelas, Lobos & Um Príncipe Encantado
A ilusão de meninas que sonham em encontrar seu príncipe encantado mas que, em sua grande maioria, encontram o descaso, o preconceito, a inexistência do Estado e a violência.

Darwin matou Deus?
É possível conciliar a teoria de Darwin com religião?

Dia de Festa
Um olhar sobre a ocupação de sete imóveis abandonados por seus proprietários em São Paulo pelo Movimento dos Sem Teto do Centro – MSTC.

Doméstica
Os olhares de jovens patrões em relação às suas empregadas domésticas.

God loves Uganda (Deus ama Uganda)
A expansão das igrejas evangélicas em Uganda.

Going Clear: Scientology and the Prison of Belief (Esclarecendo: Cientologia e a Prisão de Crença)
Um mergulho numa “religião” que atrai celebridades como Tom Cruise, John Travolta e Will Smith.

Hot Girls Wanted
Jovens em busca da fama na indústria pornográfica.

Jesus Camp
O recrutamento de crianças para às igrejas evangélicas.

Puta porque sim! – quando a prostituição é feminismo
Prostitutas, pesquisadores e gestores públicos falam sobre a profissão.

O Riso dos Outros - O humor tem limites?
Independente da sua resposta a essa pergunta, vale a pena refletir sobre o tema.

O vírus da fé (A raiz de todo mal)
Para o biólogo Richard Dawkings a religião é uma doença que se espalha como um vírus.

Orgasm.inc
Sobre os mitos do prazer e as indústrias farmacêuticas que os alimentam.

The Propaganda Game
O que você realmente acha sobre a Coréia do Norte e o quanto os Estados Unidos podem estar manipulando sua opinião.

The True Cost
As empresas de moda de “consumo rápido” e suas consequências socioambientais.

The Unbelievers (ou Incrédulos)
Richard Dawkins e Lawrence Krauss entrevistam “celebridades” e pesquisadores sobre a importância da ciência e da razão no mundo contemporâneo.

Unhung Hero (Herói Mal-Dotado)
Documentário fala sobre... pênis. Principalmente sobre aqueles abaixo da média, sobre os problemas culturais e emocionais e como existe uma indústria que promete aumento peniano cujos resultados estão longe de serem satisfatórios.

Zeitgeist
Apesar da terceira parte ser muito “teoria da conspiração”, principalmente quando fala-se do 11 de setembro, mas não deixa de ser importante para uma discussão sobre estamos ou não em uma verdadeira Matrix.

terça-feira, fevereiro 02, 2016

A visita

M. Night Shyamalan tenta sair do limbo com este misto de comédia e suspense, depois de ir caindo de qualidade filme após filme. O resultado não é uma obra-prima, mas uma produção simpática que ironiza muito dos clichês dos filmes de terror.
A história é simples: adolescentes vão passar uma semana no sítio dos avós, que eles não conhecem, para que a mãe possa viajar com o namorado, tentando se recuperar de uma separação traumática. Os comportamentos do casal idoso causam estranhamento às crianças, mas são facilmente explicados, na tentativa de afastar possíveis fenômenos sobrenaturais. Ironizando, portanto, muitos dos filmes de terror e suspense, inclusive o melhor trabalho do diretor indiano, O Sexto Sentido.
O estilo já surrado de Found Footage é mostrado de forma um pouco diferente, posto que a ideia é que a irmã mais velha está fazendo um documentário na tentativa de reaproximar os avós da mãe. Então os enquadramentos são melhores, não há muita tremedeira e tem, sim, muitas cenas hilárias do adolescente rapper fazendo graça e que se torna o grande destaque do filme.
Aos poucos a graça vai se mostrando um suspense com poucos sustos, mas de certa forma orgânica que vale a pena assistir.
Apesar disso, o filme tem lá seus tropeços. O primeiro são as fobias dos adolescentes. A garota não se olha no espelho e o menino tem pavor de germes. No entanto, essas manias não são bem exploradas e se esse truque do diretor já havia se mostrado forçado em Sinais, aqui então só serviria se fosse para ridicularizar o próprio filme do diretor. Os outros eu não entregar pois senão mata a reviravolta do filme.

Documentário Puta porque sim!

Conhecida erroneamente como a profissão mais antiga do mundo e uma suposta atividade da Madalena bíblica, a prostituição e suas profissionais ainda são, vergonhosamente, um tabu. Citada muitas vezes no cinema e na literatura: Pantaleão e as visitadoras, de Mario Vargas Llosa; Memórias de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez, parte da obra de Jorge Amado e por aí vai, há pouquíssimo espaço para discussão séria como o projeto de lei do deputado federal Jean Wyllys, cujo tema havia sido proposto anteriormente por Fernando Gabeira.
Da vida real no Brasil temos a Hilda Furacão, a Bruna Surfistinha, a atual Lola Benvenutti e a mais icônica, Gabriela Leite, que, ativista, gerou mesmo depois de sua morte, muita discussão e conquistas às profissionais do sexo. Monique Prada e Indianara Siqueira são duas profissionais que também são ativistas. Mas é comum receberem ataques nas redes sociais e espaços de discussão por pessoas em favor de uma tradicional família brasileira, mas também por alas do feminismo e de pessoas de esquerda que não tem a mente muito aberta, conhecidas no meio como esquerdomachos.
São por estes motivos que vale a pena assistir o documentário produzido pela jornalista Isabela Mercuri, como trabalho de conclusão de curso de jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): Puta porque sim - Quando a prostituição é feminismo. Com entrevistas de prostitutas, pesquisadores, gestores as vozes às vezes são complementares, outras vezes discordantes, mas revelam o protagonismo delas. Em um trecho uma trabalhadora diz que começou a trabalhar porque o pai não queria uma filha “rapariga”, por estar grávida e não querer casar. Outra relata a insegurança por não conhecer os clientes. Uma terceira revela ainda que as vezes em que sofreu repressão foi por policiais.
Particularmente sou favorável a regulamentação da prostituição, pois isso ajudaria a elas (e eles, claro) terem acesso a aposentadoria e outros benefícios como ter uma comprovação de renda para gerir contas bancárias, entre outros motivos. Um outro lado é que a regulamentação poderia ajudar a combater o tráfico de pessoas, prática que acontece mais do que a gente supõe além de ajudar a diminuir o preconceito machista contra mulheres que encontram essa atividade como única opção após serem expulsas de suas casas.
Ou seja, a prostituição deveria ser uma opção de trabalho legítima e a reivindicação dessa condição é, sem dúvida, um ato de feminismo, porque como deixou registrado no título de sua biografia, Gabriela Leite era filha, mãe, avó e puta. Ou seja, ela era, antes de mais nada e como todas as outras, uma mulher.




terça-feira, janeiro 12, 2016

Os melhores, as surpresas e as decepções no cinema em 2015

Apesar de ter sido um ano de boas produções em Hollywood e no Brasil, fui pouco ao cinema e então minha lista está focada nos que eu vi pela primeira vez no ano passado, independentemente do ano de lançamento. Mas para agradar os imediatistas, os que foram lançado no ano passado estão em negrito.
Preciso dizer também que tem uma trapaça aqui, pois inclui algumas produções que só nos últimos dias, como Entre Abelhas e Que horas ela volta?, dois filmes nacionais muito bons. Porchat surpreendeu fazendo um papel mais dramático e o filme de Anna Muylaert, além de todos os elogios já feito a produção, eu acrescento o trabalho do Lourenço Mutareli, mais complexo do que pode parecer num primeiro momento.
A Pixar veio revigorada numa trama complexa demais para as crianças, a Marvel continua mostrando que tem força para expandir seu universo, Star Wars e Mad Max provaram que é possível reinventar as franquias e não fazer coisas forçadas como Jurassic World e Exterminador do Futuro ou um desastre total, como O Quarteto Fantástico.
Mas o grande destaque mesmo foi o protagonismo feminino na maioria das boas produções.

A lista está em ordem alfabética, pois a minha preferência muda de acordo com meu humor. Já nas decepções, não tive como limar um a mais, e ficou com 11, mesmo.

10 melhores

1. Divertidamente
2. Gravidade
3. Mad Max
4. Na natureza selvagem 
5. O Abrigo
6. O Abutre 
7. O Lobo Atrás da Porta
8. Que horas ela volta?
9. Relatos Selvagens
10. Star Wars - O despertar da força


10 surpresas

1. Azul é a cor mais quente
2. Diário de um jornalista bêbado 
3. Entre Abelhas
4. Homem - formiga
5. Obsessão
6. Philomena
7. Sobreviventes
8. The Babadook
9. Velozes e Furiosos 7
10. You don't know Jack

11 Decepções / Piores

1. Annabelle
2. Everest
3. Expresso do Amanhã 
4. Exterminador do Futuro - Genesis
5. Jurassic World
6. Ninfomaníaca - volume 01
7. O Apocalipse
8. O Quarteto Fantástico (2015)
9. Poltergeist 2015
10. Sétimo 
11. Terremoto - A falha de San Andreas


Lista dos filmes vistos nos úlimos 12 meses

  1. A conversação
  2. A Origem 
  3. A Outra face
  4. A Rocha
  5. Annabelle
  6. Ataque a casa branca
  7. Aura
  8. Azul é a cor mais quente
  9. Bob esponja - um herói fora d'água
  10. Como sobreviver a um ataque de zumbis
  11. Con Air - A rota da fuga
  12. Conta Comigo
  13. Darwin matou Deus?
  14. De volta para o futuro 2
  15. Débi & Loide2
  16. Depois do Pornô
  17. Desconhecido
  18. Desconstruindo Harry
  19. Diário de um jornalista bêbado 
  20. Divertidamente
  21. Doméstica 
  22. Elefante Branco 
  23. Elevador
  24. Enterrado Vivo
  25. Entre Abelhas
  26. Everest
  27. Evocando Espíritos
  28. Expresso do Amanhã 
  29. Exterminador do Futuro
  30. Exterminador do Futuro - a salvação
  31. Exterminador do Futuro - Genesis
  32. Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final
  33. Festim Diabólico
  34. Foxcather - uma história que abalou o mundo
  35. Frozen
  36. Ghost - Do outro lado da vida
  37. Golpe Duplo
  38. Gravidade 
  39. Homem - formiga
  40. Hot Girls Wanted
  41. Interestellar
  42. Inverno de Sangue
  43. Jack Ryan - Operação Sombra
  44. Jurassic World
  45. Kingsman
  46. Lucy
  47. Malícia 
  48. Manhattan
  49. Maze Runner
  50. Medo e Delírio
  51. Na natureza selvagem 
  52. Ninfomaníaca - volume 01
  53. Ninfomaníaca vol. 2
  54. Noé
  55. Noite sem fim
  56. Noivo neurótico, noiva nervosa
  57. O Abrigo
  58. O Abutre 
  59. O Apocalipse
  60. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
  61. O Lobo Atrás da Porta
  62. O mensageiro
  63. O Predestinado
  64. O Quarteto Fantástico (2015)
  65. O quinto poder
  66. Obsessão
  67. Os Incrédulos
  68. Os Vingadores - Era de Ultron
  69. Philomena
  70. Pinta
  71. Pixels
  72. Poltergeist 2015
  73. Que horas ela volta?
  74. Relatos Selvagens
  75. Sangue de meu sangue 
  76. Segurança Nacional
  77. Sem Retorno
  78. Sétimo 
  79. Sobrenatural capitulo 3
  80. Sobreviventes
  81. Star Wars - O despertar da força
  82. Terremoto - A falha de San Andreas
  83. The Babadook
  84. The True Cost
  85. Transiberiano
  86. Última viagem a Vegas
  87. Um dia de fúria
  88. Um grito no escuro
  89. Um lugar solitário para morrer 
  90. Uma noite no Museu 3
  91. Vai que dá certo
  92. Velozes e Furiosos 5
  93. Velozes e Furiosos 6
  94. Velozes e Furiosos 7
  95. Viagem ao centro da Terra
  96. You don't know Jack
  97. Zietgeist


terça-feira, setembro 15, 2015

Documentário mostra o que há por trás da indústria da moda

A indústria da moda, uma das que mais emprega gente no mundo é também a segunda mais poluente. Esta é uma das afirmações do documentário “The True Cost”, de Andrew Morgan, disponível no Netflix, que mira nas empresas de moda de “consumo rápido” e suas consequências socioambientais.
O ponto de partida é o desmoronamento de um prédio em Bangladesh onde funcionavam fábricas de roupas, que levou a morte de 1.134 funcionários que trabalhavam em condições subumanas.
Com entrevistas em várias partes do mundo, incluindo a Índia, os Estados Unidos e Bangladesh, o documentário põe o dedo em  problemas sérios em várias etapas da cadeia de produção, começando pelo cultivo do algodão e seu massivo uso de agrotóxicos, às condições de escravidão dos trabalhadores e estratégias de marketing que incentivam o consumo de roupas de baixo custo (essas quase descartáveis que compramos para usar no dia-a-dia).
As ativistas Vandana Shiva, Stella McCartney, Livia Firth, entre outros entrevistados discutem como que a disputa das marcas geram milhões de miseráveis ao redor do mundo, além de apontarem alguns caminhos para um consumo mais consciente, não somente de roupas.
O documentário não traz nenhuma entrevista no Brasil, onde os casos também são bem evidentes. Nos últimos cinco anos, pelo menos, empresas como Renner, Pernambucanas, Collins, C&A, Marisa e Sete Sete Cinco foram investigadas por trabalho escravo, sobretudo com bolivianos. Além dessas, um dos escândalos mais marcantes é a da Zara, que, apesar de ser uma grife de luxo, foi condenada por esse mesmo motivo.
Assista ao documentário e olhe as etiquetas das suas roupas.







Vamos falar de amor?

Amor lindo é aquele dos contos de fadas em que um jovem e sarado príncipe salva uma bela donzela em perigo e vivem felizes para sempre, né?

Pois é, também acho que não! Muito machismo nessa forma de pensar…

Amor lindo é aquele em que as pessoas envolvidas ficam juntas durante o tempo que tiver que acontecer e da forma como tiver que ser.

É pensando dessa maneira que estou achando interessante a série Amores Livres, no GNT, dirigido por João Jardim. Não que a considere revolucionária em termos estéticos ou de direção, mas a grandeza está no tema, acho que um dos grandes tabus (idiotas) da humanidade e da forma de mostrar os “trisais”, casais de três pessoas, e outras personagens envolvidas na história.

Recalcados irão odiar, mas é interessante saber que existem pessoas que pensam diferente, que vivem diferente, mas amam e sofrem como todo mundo. O mundo não é feito só de corintiano e flamenguista.
Eu gostei das histórias que vi, muito humana, algumas um tanto loucas, confesso; outras tristes, que refletem que o diretor está conseguindo passar muito bem uma verdade em cada entrevistado.

Quem estiver a fim de uma boa e velha putaria também não vai gostar muito, até porque, no fundo, são, também, uns recalcados.

Mas aqueles dispostos e ver novos olhares, confrontar conhecimentos e, por que não, se reconhecer nas histórias contadas… esses, sim, irão gostar e perceber que existem muitas diferenças entre os adeptos do amor livre, do relacionamento aberto, do poliamor e outras formas não convencionais (mas, naturais) de se relacionar.

Mais informações sobre o programa aqui

segunda-feira, novembro 10, 2014

9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul

Em Cuiabá, as sessões acontecem gratuitamente dia 18 a 23 de novembro, no CineSesc Arsenal 

Assessoria - Inspirada nos 50 anos do golpe civil-militar, a 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul será realizada de 3 de novembro a 20 de dezembro nas 26 capitais eno Distrito Federal, e em 1.000 pontos culturais fora das capitais urbanas entre janeiro e março de 2015. O evento traz também outros debates acerca dos direitos humanos, com filmes que abordam temas como população LGBT e enfrentamento da homofobia, questões culturais e territoriais da população indígena, direitos da pessoa com deficiência, entre outros. As sessões serão: “Mostra Competitiva”, “Mostra Memória e Verdade”, “Mostra Homenagem Lúcia Murat” e “Sessão Inventar com a Diferença”.

Veja a programação completa dos filmes aqui

Com entrada franca, a 9ª Mostra exibe ao todo 41 filmes, todos com sistema closedcaption e sessões que incluem audiodescrição, voltadas para pessoas com deficiência visual. A realização é da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e Fundação Euclides da Cunha, alémdo patrocínio da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A “Mostra Memória e Verdade” é uma das exibições voltadas ao golpe de 1964, abordando questões sobre a ditadura e os contornos políticos do período. Os documentários “Setenta” (2013), de Emilia Silveira Brasil, e “Cabra Marcado para Morrer” (1984), de Eduardo Coutinho, estão entre as escolhas da curadoria. Clique aqui e veja a programação completa.

A homenageada da 9ª edição do evento, a cineasta carioca Lúcia Murat, também segue o debate em torno dos anos de chumbo com um pequeno panorama de sua produção cinematográfica incluída na “Homenagem Lúcia Murat”.A convidada esteve envolvida com os movimentos políticos de resistência ao golpe, foi presa em 1971, e levou suas experiências para as telas do cinema com o fim da ditadura, após 1985. “O Brasil é uma marca constante na carreira de Lúcia Murat. Visto pela ótica estrangeira, dissecado em sua História remota ou contemporânea, nosso país vem ganhando um retrato complexo, amoroso e doloroso nos filmes de uma cineasta que é mais do que merecedora desta homenagem”, opina Rafael de Luna Freire, coordenador da mostra.

A novidade que o evento traz em 2014 são filmes produzidos não só na América do Sul, como nos outros anos, mas também em países do Hemisfério Sul, como Egito e Jordânia. A “Mostra Competitiva”com 24 longas, médias e curtas-metragens, em que as plateias elegem os melhores filmes através de votação popular, é destaque na programação, assim como a “Sessão Inventar com a Diferença”.Esta sessão exibe filmes-carta produzidos por alunos de escolas públicas do país que participaram do projeto “Inventar com a Diferença”, que levou cinema e direitos humanos para cerca de 300 escolas no primeiro semestre de 2014. O documentário “Pelas Janelas”, produzido por alunos da UFF a respeito do Inventar, também ganhará primeira projeção pública na sessão.

 “Compreendendo que, para avançar na realização progressiva dos Direitos Humanos, é necessário aprofundar o debate.Esperamos que esta mostra contribua para a construção de uma cultura de respeito e valorização das diferenças”, aposta Ideli Salvatti, ministra da SDH/PR.

Serviço:
Cuiabá – MT - 18 a 23 de novembro
Local:CineSesc Arsenal - R. 13 de Junho, s/no - Porto- (65) 3616.6901
Facebook Cuiabá: www.facebook.com/pages/Mostra-Cinema-e-Direitos-Humanos-na-América-do-Sul-Cuiabá-Mato-Grosso/1437899749765170
Site: www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/
Facebook Nacional: www.facebook.com/mostracinemaedireitoshumanos?fref=ts
Entrada Franca

“Hoje” é atração no Imagens em Pauta

Filme conta a história de ex-militante política enfrentando questões do passado

Assessoria - Vera, ex-militante política, recebe indenização do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido durante a ditadura militar e pode comprar o tão sonhado apartamento. Enquanto organiza a mobília no novo lar, Vera é surpreendida por um inesperado reencontro em “Hoje” (2011, 83 minutos), de Tata Amaral, atração dessa terça-feira, 11 de novembro, às 19:00, no Cine Sesc Arsenal. Classificação indicativa: 10 anos.

O filme integra programação do oitavo ano de exibições do “Imagens em Pauta”, projeto realizado pelo Sesc Mato Grosso em parceria com a Pró-reitoria de Cultura, Extensão & Vivência, Cineclube Coxiponés e Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Cada sessão é iniciada com informações sobre o filme programado. Após exibição, os participantes conversam sobre o filme e depois são convidados a tomar um gostoso cappuccino oferecido pelo Sesc Mato Grosso.

Entre o documentário e a ficção, os filmes que compõem o ciclo “Rastros da Ditadura” permitem ao espectador conhecer personagens que se deparam com vestígios e memórias de situações traumáticas vivenciadas durante os anos da ditadura militar no Brasil (1964 a 1985) e que reverberam no presente. O ciclo, realizado durante o mês de novembro, encerra a programação do Imagens em Pauta em 2014.

Sobre o filme

Inspirado no livro “Prova Contrária”, de Fernando Bonassi, o filme mostra a história de Vera (Denise Fraga) ex-militante política que recebe indenização do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido, vítima da repressão desencadeada pela ditadura militar brasileira. Com o dinheiro, ela pode comprar o tão sonhado apartamento próprio e libertar-se da condição de suspensão em que viveu durante décadas, período em que não era sequer reconhecida oficialmente como viúva. Mas, no momento da mudança para o novo lar, Vera é surpreendida por um inesperado reencontro.

O filme foi rodado em um apartamento durante três semanas e teve sua cópia finalizada na Itália. “O desafio é tornar o espaço fechado interessante a cada momento e permitir ao espectador ir descobrindo esse ambiente. Por conta disso, o apartamento acaba se tornando um personagem”, disse Tata Amaral, em uma entrevista ao site Time Out. A respeito da história, ela afirma. “A tese do filme é que o nosso passado, por mais que a gente queira esconder embaixo do tapete, continua atuando.”

Tata Amaral nasceu em São Paulo em 19 de setembro de 1960. É considerada uma das mais importantes realizadoras do cinema brasileiro a partir da década de 1990. Além de “Hoje”, dirigiu “Um céu de estrelas” (1996), “Através da janela” (2000) e “Antonia – O filme” (2006)

Próximo filme: “A memória que me contam”, de Lucia Murat

Na próxima terça, 18 de novembro, o Imagens em Pauta encerra a temporada 2014 com a exibição de “A memória que me contam” (Lúcia Murat, 2012, 100 minutos), com Simone Spoladore e Irene Ravache.

Sobre o Sesc Arsenal

O Sesc Arsenal é um centro cultural que conta com espaços como Biblioteca, Banco de Textos de Artes Cênicas, Teatro, Centro de Difusão e Realização Musical, Galeria de Arte e Choperia.

A programação do “Imagens em Pauta” é gratuita e direcionada aos curiosos e interessados em cinema. Endereço: Rua Treze de Junho, s/nº, bairro Porto (amplo e seguro estacionamento com entrada pela rua lateral). Atenção: o estacionamento do Sesc Arsenal é gratuito para pessoas que participam das atividades culturais e recreativas da unidade (incluindo Choperia e Bulixo). É preciso carimbar o ticket de estacionamento para isentar o pagamento da taxa.


Serviço
O quê: Hoje, de Tata Amaral
Quando: Terça-feira, 11 de novembro, às 19:00
Onde: Cine Sesc Arsenal
Classificação indicativa: 10 anos
Entrada Gratuita

quinta-feira, agosto 14, 2014

Produções Amazônicas

Dois bons curtas produzidos na Amazônia foram exibidos no Sesc Amazônia das Artes, no Sesc Arsenal em Cuiabá (MT). Um do Pará e outro do Acre. A qualidade técnica e a criatividade dos realizadores mostra que não deixa nada a desejar em relação às produções do eixo sul-sudeste.

Muragens, crônicas de um muro
(Andrei Miralha, ani., Pará, 2009, 12min)
Muragens –Crônicas de um Muro faz uma intereferência ficcional num recorte urbano real, o entorno do muro dos fundos do cemitério da Soledade, em Belém do Pará. Apresentando situações diversas, pequenas narrativas – crônicas – nas quais o devaneio, o Non Sense, o caráter fictício da animação marcam a contação delas.



Parte 1

Parte 2




Awara Nane Putane, uma história do cipó 
(Sérgio Carvalho, ani., Acre, 2012, 23 min.)
Curta-metragem que conta o mito de origem do uso tradicional da ayahuasca, na versão da etnia yawanawa, que vive no coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no Acre. O curta é todo falado em idioma yawanawa, povo que pertence ao tronco linguístico Pano.


Teaser



segunda-feira, agosto 11, 2014

Juliette Binoche estrela filme sobre estudantes prostitutas

Assessoria - Em sua última reportagem para uma revista de prestígio, jornalista mergulha em uma rede de prostituição guiada por duas jovens universitárias em “Elles” (Elles, 2011), de Malgorzata Szumowska, atração dessa terça-feira, 12/08, às 19h, no Cine Sesc Arsenal.  

O filme integra programação do oitavo ano de exibições do “Imagens em Pauta”, projeto realizado pelo Sesc Mato Grosso em parceria com a Pró-reitoria de Cultura, Extensão & Vivência, Cineclube Coxiponés e Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Cada sessão é iniciada com informações sobre o filme programado. Após exibição, os participantes conversam sobre o filme e depois são convidados a tomar um gostoso cappuccino oferecido pelo Sesc Mato Grosso.


Małgorzata Szumowska

Małgorzata Szumowska nasceu em Cracóvia, Polônia, em 1973. Ela passou dois anos estudando História da Arte na Universidade Jagiellonian, antes de começar os estudos de cinema. A diretora se formou na célebre faculdade de cinema de Łódź, onde também estudaram os cineastas poloneses mais conhecidos internacionalmente: Andrzej Wajda, Roman Polanski e Krzysztof Kieślowski. Ainda estudante, Szumowska fez seu primeiro curta-metragem, “Cisza” (Silêncio), documentário em que tentou capturar a vida simples de uma família rural polaca.

Szumowska trabalhou também como co-produtora de “Anticristo”, filme de Lars von Trier lançado em 2009. Em 2011, ela terminou seu primeiro projeto internacional, “Elles”, estrelado por Juliette Binoche. A estreia mundial de Elles ocorreu no Festival Internacional de Toronto. Em 2013, por “Em nome de...”, recebeu o Prêmio Teddy de Melhor Filme com Temática LGBT no 63º Festival Internacional de Berlim.

Sobre o filme
Jornalista de uma grande revista voltada para o público feminino, Anne (Juliette Binoche) trabalha em uma matéria sobre a prostituição estudantil. Ela consegue os depoimentos de duas estudantes de Paris, Alicja (Joanna Kulig) e Charlotte (Anaïs Demoustier), que abrem suas vidas sem pudor ou vergonha. Tais confissões acabam ecoando no dia a dia de Anne e interferindo em seus relacionamentos pessoais.
 
Diferindo do comum retrato onde a prostituição representa o único caminho possível para fugir da miséria, em “Elles” a cineasta Malgorzata Szumowska constroi um filme no qual as personagens escapam de um olhar que as vitimize ou as condene moralmente. Aqui, a vontade própria parece guiar as decisões dessas garotas que Anne encontra em sua pesquisa.

Próximo filme
Na próxima semana, o Imagens em Pauta continua o “Ciclo Cinema Francês Recente” com a exibição de “Um estranho no lago” (França, 2013, 92 minutos), de Alain Guiraudie. Não perca! Se você deseja ser avisado sobre as exibições do projeto envie um email para imagensempauta@gmail.com com a informação “Cadastrar e-mail”. Para outras informações, siga o “Imagens em Pauta” no Twitter: @ImagensEmPauta.

Sobre o Sesc Arsenal
O Sesc Arsenal é um centro cultural que conta com espaços como Biblioteca, Banco de Textos de Artes Cênicas, Teatro, Centro de Difusão e Realização Musical, Galeria de Arte e Choperia. Confira as atividades culturais que este centro cultural oferece através do blog www.sesc-mt.blogspot.com ou pelo telefone 3611 0550.

A programação do “Imagens em Pauta” é gratuita e direcionada aos curiosos e interessados em cinema. Endereço: Rua Treze de Junho, s/nº, bairro Porto (amplo e seguro estacionamento com entrada pela rua lateral). Atenção: o estacionamento do Sesc Arsenal é gratuito para pessoas que participam das atividades culturais e recreativas da unidade (incluindo Choperia e Bulixo). É preciso carimbar o ticket de estacionamento para isentar o pagamento da taxa.


Serviço
O quê: Elles
Direção: Malgorzata Szumowska
Quando: Terça-feira, 12 de agosto, às 19h00min
Onde: Cine Sesc Arsenal
Classificação indicativa: 16 anos
Entrada Gratuita

segunda-feira, agosto 04, 2014

Biografia de Gainsbourg no Imagens em Pauta

Assessoria - Nos anos 1960, Serge Gainsbourg é apenas um jovem poeta que vaga pelas ruas de Paris, decidido a abandonar a pintura para cantar em clubes noturnos em “Gainsbourg, o homem que amava as mulheres” (Gainsbourg: vie héroïque, 2010), de Joann Sfar, atração dessa terça-feira, 05/08, às 19h, no Cine Sesc Arsenal.        

O filme integra programação do oitavo ano de exibições do “Imagens em Pauta”, projeto realizado pelo Sesc Mato Grosso em parceria com a Pró-reitoria de Cultura, Extensão & Vivência, Cineclube Coxiponés e Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Cada sessão é iniciada com informações sobre o filme programado. Após exibição, os participantes conversam sobre o filme e depois são convidados a tomar um gostoso cappuccino oferecido pelo Sesc Mato Grosso.

Joann Sfar nasceu em Nice, França, em 1971 e sempre foi fã do cantor. “Ele era o único cantor francês com atitude. Quando ligava TV na França, na década de 1970, ele era o único cara que se referia a sexo, álcool e a falta de sentido na vida, por isso era muito atraente. Ele era o cara que fazia você sonhar em como seria legal ser adulto”, disse em uma entrevista ao Los Angeles Times.

O projeto foi originalmente concebido para que Charlotte Gainsbourg - filha de Serge na vida real e atriz conhecida pelas suas parcerias com o diretor Lars Von Trier -, pudesse interpretá-lo. O filme deveria ganhar um tom ainda mais surreal com jeito de conto-de-fadas. Porém, após seis meses de ensaios e preparação, Charlotte abandonou o projeto, alegando que estava sendo emocionalmente doloroso para ela e, portanto, Sfar teria que fazer seu "belo filme" sem sua presença. Sfar estava decidido a abandonar o projeto quando ficou encantado pelo ator Eric Elmosnino e seguiu adiante.

Sobre o filme

“Gainsbourg, o homem que amava as mulheres” traz um olhar, às vezes factual, às vezes fantasioso, acerca da vida de Serge Gainsbourg (Eric Elmosnino), desde seu nascimento, em 1940, na Paris ocupada pelos nazistas, passando pelos seus bem-sucedidos anos como cantor e compositor na década de 1960, até sua morte em 1991, com 62 anos.

O filme é adaptado da graphic novel escrita pelo próprio diretor Joann Sfar. A animação da abertura também é baseada em desenhos feitos por ele. De modo geral, a crítica especializada avaliou positivamente a obra, classificando-o como um feliz retrato da vida desmedida do mais controverso dos cantores franceses.

Próximo filme

Na próxima semana, o Imagens em Pauta continua o “Ciclo Cinema Francês Recente” com a exibição de “Elles” (França, 2012, 110 minutos), de Malgorzata Szumowska. Não perca! Se você deseja ser avisado sobre as exibições do projeto envie um email para imagensempauta@gmail.com com a informação “Cadastrar e-mail”. Para outras informações, siga o “Imagens em Pauta” no Twitter: @ImagensEmPauta.

quarta-feira, maio 21, 2014

A Evolução dos Efeitos Visuais


Compilação muito interessante sobre a evolução dos efeitos visuais. Quase todos os filmes são dos Estados Unidos, mas ainda sim, um deleite às técnicas.

quinta-feira, março 20, 2014

Veja 1001 filmes em 10 minutos

Uma seleção de "1001 filmes para ver antes de morrer" em dez minutos. Edição interessante e um desafio instigante em reconhecer os que você já viu e os que quer ver.




sábado, março 15, 2014

Cuiabá e Rondonópolis recebem Mostra Encontro com o Cinema Alemão


O Sesc Mato Grosso, em parceria com o Goethe Institut, traz para Cuiabá e Rondonópolis um panorama do cinema alemão, com filmes produzidos no final do século XX e início do século XXI. Ao todo, são dez produções prestigiadas como Adeus, Lenin!, de Wolfgang Becker e Yella, de Christian Petzold. 

Em Cuiabá, a Mostra, que é uma ação do calendário da Temporada Alemanha + Brasil 2013-2014 acontece no Sesc Arsenal de 19 a 23 de março. Já no Sesc Rondonópolis a programação começa já na segunda (17) até sábado (22). As faixas etárias dos filmes variam de 12 a 16 anos.



segunda-feira, março 03, 2014

Oscar 2014: quase sem surpresas

A cerimônia do Oscar 2014 optou por uma linha mais politicamente correta e "democrata" ao diluir seus principais prêmios para vários bons filmes. Gravidade ganhou 7 estatuetas, em sua maioria prêmio técnicos, além do esperado melhor direção. "12 Anos de Escravidão" ganhou força nas últimas semanas e além de melhor filme, venceu também com melhor atriz coadjuvante e roteiro adaptado.

O injustiçado "Ela" de Spike Jonze ao menos venceu com o Oscar de roteiro original, e "Blue Jasmine" deu a estatueta a Cate Blanchet, apesar do período nebuloso para Woody Allen. Faltou premiar "Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum ", dos Irmãos Coen e "Nebraska", de Alexander Payne. Mas o grande perdedor, mesmo, foi "Trapaça", que mesmo com 10 indicações e dirigido pelo novo queridinho de Hollywood, David O. Russell, não levou nada.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Forestcom ganha prêmios de Melhor Curta, Direção e Fotografia no Cinemato

Forest Comunicação - O dia de encerramento do Cinemato foi simbólico e muito especial para o Fórum Teles Pires. Horas depois de uma reunião no qual integrantes do Assentamento 12 de outubro discutiam sua inclusão no PBA da Usina Teles Pires que será construída em Sinop, o vídeo que ajudou a denunciar essa situação ganhava o prêmio de Melhor Curta na categoria Mato Grosso, eleito pelo júri popular, no Festival de Cinema e vídeo de Mato Grosso, o Cinemato.
A Forest tem muita honra de ter realizado esse documentário, feito como se diz: “na unha”, sem recursos, apenas com boa vontade. O resultado pode não agradar tecnicamente aos cinéfilos mais exigentes, mas a história do filme fala por si. É uma denúncia do processo de licenciamento das hidrelétricas no Brasil, uma história que se repete em diversas partes do país onde erros custam a vida e os sonhos de centenas de pessoas.
O vídeo “UHE Sinop x Assentamento 12 de Outubro” ganhou ainda o prêmio de Melhor Direção para Thiago Foresti. Além disso, outra produção da Forest, “VI Encontro Indígena – Museu de Pré-História Casa Dom Aquino”, recebeu o prêmio de Melhor Fotografia.

Fórum Teles Pires destaca importância do audiovisual para causas sociais no Cinemato

O documentário “UHE Sinop x Assentamento 12 de outubro”, segundo vídeo da Forest Comunicação selecionado para o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá – Cinemato, foi exibido na última quarta-feira (25).
No Anfiteatro do Espaço CDL estavam presentes diversos atores do cenário socioambiental mato-grossense para prestigiar o curta produzido em 2013.  Jefferson Nascimento, do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB apresentou o vídeo em nome do diretor Thiago Foresti.
Ele falou que o documentário foi importante para a inclusão do Assentamento no Plano Básico Ambiental – PBA, que define as ações e programas que as empresas devem tomar quando operam um empreendimento que causa impacto ambiental negativo. Nascimento reconheceu o trabalho voluntário da Forest. “O vídeo é um exemplo de como o audiovisual pode contribuir para uma causa social”, disse ele.
Nascimento veio à Cuiabá especialmente para a apresentação do documentário. Em sua fala ele ressaltou que a situação do Assentamento 12 de outubro é um bom exemplo do processo de licenciamento das hidrelétricas. “Situações como essa acontecem diariamente em diversas partes do Brasil onde milhares de famílias se veem desalojadas para dar lugar a empreendimentos de infra-estrutura”.
No momento, o Ministério Público Federal está contestando o PBA. A exibição do vídeo no Cinemato foi importante para que a situação do assentamento e do processo de licenciamento de hidrelétricas seja conhecida por um público maior do que apenas as redes socioambientais.

terça-feira, fevereiro 11, 2014

Festival divulga filmes mato-grossenses selecionados para a mostra

Dos 34 filmes inscritos, apenas 12 foram selecionados. Os premiados vão ganhar suporte técnico para a realização de novas produções

Assessoria - Entre as apostas dos selecionados para as mostras competitivas Curtas do Mato e Curtas Pontos de Cultura, figuram personagens da cultura mato-grossense e o cinema com viés de denúncia. O artista plástico Clovis Irigaray, o grafiteiro Babú e o escritor Juliano Moreno têm suas vidas comentadas. Em outra via, o curta-metragem “Paraizoo”, utiliza a poética para questionar a fronteira agrícola do algodão que avança rumo à Chapada dos Guimarães.

Dos 34 filmes inscritos, apenas 14 foram selecionados para competição, sendo que 12 deles dividem-se em duas mostras. Os curtas Dom Aquino Corrêa – O poeta da Esperança, de Duflair Magri Barradas e “Ivens Cuiabano Scaff – O poeta bem comportado”, de João Carlos Manteufel Junior , serão exibidos como hors concours na 19ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. Vale ressaltar, o festival sofreu alterações de data e lugar e agora, oficialmente, ocorre entre os dias 20 e 26, no Anfiteatro da CDL, no Centro de Cuiabá.

As sessões têm início às 17h30 com apresentação dos realizadores, seguidos pelos curtas que competem na mostra local e que figuram na Mostra Competitiva Categoria Nacional. Neste caso, competem “Irigaray”, de João Carlos Manteufel Junior, “3,60” e “Le Mur”, de Severino Neto, “Meditacion”, de Matteo Bianchi, “Far Nordeste”, de Dewis Caldas, “Babu 78”, de Paulo Wagner e “Paraizoo”, de Amaury Tangará.

Para a Mostra Curta Mato-Grossense foram selecionados, “Poesia, Café e Sonho com Juliano Moreno”, de Paulo Wagner, “Denilson B. Boy”, de Diego Pessoas, “VI Encontro Indígena – Museu de Pré-História Casa Dom Aquino” e “UHE Sinop x Assentamento 12 de Outubro”, ambos de Thiago Foresti, além de “A Volta dos Que Já Foram”, de Julia Reichert. No último destes, outra faceta da produção mato-grossense, mortos já cansados do ambiente soturno do cemitério intimam o coveiro: querem uma festa, só que no caso, do outro lado.

Os premiados vão ganhar diárias em estúdios, ilhas de produção e captação de imagens, entre outros itens ofertados pelas produtoras Latitude Filmes/Audiovisual, Lamiré Cinema e Vídeo, Donalola Produção Criativa, Plano B Filmes, Infinity Produtora e Rocket Filmes.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Cinemato divulga lista de filmes nacionais da mostra competitiva

Dentro em breve será divulgada a lista de filmes mato-grossenses que vão concorrer na categoria Melhor Curta Mato-Grossense 

A maior atribuição dos festivais e mostras de cinema é selecionar o que há de mais representativo na atualidade, um conjunto de produções que traduzem a contemporaneidade e que revelam novos nomes do cinema brasileiro. Essa é uma das diretrizes que move o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá e a programação da Mostra Competitiva confirma essa faceta. As sessões ocorrem entre os dias 19 e 25 de fevereiro, no Cine Teatro Cuiabá com entrada gratuita.

Todos os selecionados circularam por vários festivais consagrados do país e saíram de lá com os melhores prêmios, como é o caso do já cultuado Tatuagem (PE), de Hilton Lacerda, que passa por aqui no dia 24 de fevereiro. Este, assim como outras películas do cinema pernambucano, tem despertado a atenção de público e crítica. A recepção teve ressonância maior com a conquista do Kikito de Melhor Filme e Melhor Ator, para Irandhir Santos.

Sintonizado, o Cinemato – em sua retomada-, traz novo fôlego para o segmento do audiovisual mato-grossense e contempla os cinéfilos com os filmes mais premiados da produção independente no Brasil, mas que usualmente não costumam chegar ao circuito comercial.

O homenageado desta edição, Zelito Vianna, faz as honras do primeiro dia do Cinemato (19), com “Avaeté – Semente da Vingança”, filmado em Mato Grosso em 1985 e que é baseado no massacre dos índios cinta-larga.

avaeté 2O dia seguinte traz a história de um dos ícones da música brasileira. O maior performer de seu tempo, Ney Matogrosso é tema de “Olho Nu” (SP), de Joel Pizzini. Fugindo de uma cinebiografia, o documentário subverte o formato tradicional do gênero e traz uma linguagem própria construída a partir de um conjunto de imagens de diversas épocas reunidas, inclusive, pelo próprio Matogrosso.

No dia 21, o cinema se revela como fio condutor de discussão sobre questões atuais, contribuindo para o enriquecimento do debate. “De Menor”, de Caru de Souza, traz à tona a impotência de uma sociedade que se desgasta no debate em torno da maioridade penal, especialmente, por que sabe o que fazer com os menores infratores.

Na história, uma jovem advogada que exerce a função de defensora na Vara de Menores se depara com um problema: seu irmão é apreendido após praticar alguns delitos e caberá a ela seu futuro.

“O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu traz traços singelos e mais cores para o quarto dia do Cinemato (22). A animação premiada em festivais internacionais carrega um tom de melancolia e drama dosados por graciosidade. Na tela, a vida de um menino que sofre a ausência do pai e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres. Em foco, questões do mundo moderno através das impressões de uma criança.

No mesmo dia, rubro-negros e tricolores cariocas podem comemorar. O documentário “Fla e Flu – 40 minutos antes do nada” retrata uma das rivalidades mais charmosas do futebol mundial e conta com a participação de ídolos dos dois clubes. Pela tela figuram os 11 Fla-Flus mais marcantes da história do confronto, desde o primeiro, em 1912, ao jogo do centenário, em 2012.

Já no dia 23, “O Mestre e o Divino” (PE) dialoga com Mato Grosso, afinal, o documentário retrata a vida na aldeia e na missão de Sangradouro. Os personagens que protagonizam o longa são Adalbert Heide, um excêntrico missionário alemão que logo após o contato com os índios em 1957 começa a fazer registros e o jovem cineasta xavante Divino Tserewahu que produz filme para a televisão e festivais de cinema desde os anos 90. Ambos revelam em seus registros, bastidores da catequização indígena no Brasil.

“Tatuagem”, de Hilton Lacerda estreia por paragens cuiabanas no dia 24. A ficção é ambientada em 1978. A ditadura militar, ainda atuante, mostra sinais de esgotamento. Em um teatro/cabaré, localizado na periferia entre duas cidades do Nordeste do Brasil, um grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas. Liderado por Clécio Wanderley, a trupe conhecida como Chão de Estrelas, juntamente com intelectuais e artistas, além de seu tradicional público homossexual, ensaiam resistência política a partir do deboche e da anarquia.

Por fim, no dia 25, ocasião da premiação dos vencedores, o Cinemato exibe ainda, o documentário hors concours,Cidade Cinza (SP), de Marcelo Mesquita e Valiengo que narra as desventuras dos grafiteiros em São Paulo.

Vale ressaltar, a retomada do festival traz peculiaridades, já que esta é a primeira vez em sua história que ocorre por determinação do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura. “A natureza jurídica do recurso exige que ele seja realizado no prazo de 60 dias para a execução e prestação de contas. Sendo assim, tivemos que fazer adequações”, diz o idealizador do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, Luiz Borges.

Entre as adequações, figura a mudança na Mostra Competitiva de longa e curta-metragem. A curadoria do Cinemato fez a seleção que engloba produções brasileira de várias regiões.  “Tivemos que nos adaptar para esta retomada, mas, ainda assim, a plateia ganha com uma seleção primorosa”, destaca Borges.

Dentro em breve será divulgada a lista de filmes mato-grossenses que vão concorrer na categoria Melhor Curta Mato-Grossense.

Confira a lista de curtametragens de várias regiões do país selecionados para esta edição:

O Castelo (SP), de Rodrigo Grota

Anos de Luz (AM), de Aldemar Matias

O Florista (SP), de Filipi Silveira

Contratempo (RJ), de Bruno Jorge

Lição de Esqui (CE), de Leonardo Mouramateu

Ser Tão Cinzento (BA), de Henrique Dantas

Espátula e Bisturi (PA), de Linda Beatriz Rocha

Linear (SP), de Amir Admoni

A Galinha que Burlou o Sistema (SP), de

Jessy (BA), de Rodrigo Luna

Acalanto (MA), de Arturo Saboia
 
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