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terça-feira, novembro 11, 2008

007 – Quantum of Solace


Depois de Cassino Royale, confesso que esperava bem mais de Quantum of Solace. Ainda mais dirigido por Marc Forster (A Última Ceia, Em Busca da Terra do Nunca, A Passagem, Mais Estranho que a Ficção e O Caçador de Pipas), que vem dirigindo excelentes filmes nos mais diversos gêneros mas que dá um certo tropeço aqui. Não que o filme seja ruim, longe disso, com ótimas cenas de ação, ainda mais se compararmos com os filmes com Roger Moore e Timothy Dalton, mas faltou um aspecto importante que o filme antecessor tinha de sobra: roteiro.

Continuei não sentindo falta das bugigangas, nem do Martini mexido mas não batido e também não fez falta “My name is Bond, James Bond”. Fez falta o politicamente incorreto e o tom machista que povoava os filmes anteriores e faltou a tensão de ser falível do último. Com tantas e tantas cenas de ação, as últimas já não mostraram tensão e o absurdo de como ele se safa de uma explosão soa realmente a beira do ridículo. Ou seja, o que era uma das “marcas” dos filmes do James Bond não funcionou neste pelo tom sério que o filme passa o tempo todo.

Vale dizer que Craig está mesmo excelente no papel, apesar de parecer não ter o tipo esperado, ele sabe acertar no tom de cinismo, raiva e tensão... Embora não convença como galã (mas isso é assunto para as meninas falarem) ele parece ter encarnado o personagem tal como Ian Flemming inventou: dedicado no trabalho, sedutor com a mulherada mas solitário e deprê nos momentos livres.

Apesar de interessante boa parte do tempo, a falta de história (mas que p**** é aquela organização?) e a interessante a abordagem do vilão travestido de ambientalista fiquei com uma sensação incômoda de segundo filme de uma trilogia, já que até mesmo o final de Quantum of Solace dá a entender que a história continua. E como sabemos (ou deveríamos saber) o segundo filme da trilogia geralmente é o mais fraco (com exceção de O Império Contra-Ataca). Resta saber se o próximo filme vai recuperar a força do primeiro ou se acostumar com a mediocridade.

PS. Impossível não comparar com a trilogia Bourne em dois aspectos. 1) Bond ser a caça e o caçador e 2) ter no segundo filme um diretor respeitado mas sem currículo de filmes de ação (Paul Greengrass em A Supremacia, mas que superou Doug Liman de A Identidade).

Nota: 07

1 comentários:

Thiago Bonfim disse...

Aêee! Novamente vida inteligente na web (faço uso da expressão com mais propriedade que o global)!! Sempre fui meio indiferente aos 007 da vida, mas a cada dia percebo que devo ter vistos os filmes errados. Tomei coragem e começarei pelo cassino royale.

 
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