Terça-feira, Maio 22, 2012

À saciedade do espetáculo

 André Alves* - Não é de hoje que a mídia faz valer do grotesco, do espetáculo, do sensacionalismo. Mas nem sempre é tão marcante quanto o que aconteceu nos últimos dias, com o “depoimento” da Xuxa ao Fantástico e da repórter que ridiculariza um menino acusado de estupro. Os dois casos são similares ao mesmo tempo que opostos. Enquanto na vênus platinada o ícone de toda uma geração denuncia, décadas mais tarde, que sofreu abuso sexual; na Band, uma de suas concorrentes, um garoto negro visivelmente humilde e agredido fisicamente é humilhado pela repórter do programa Brasil Urgente por não saber a diferença de exame de corpo de delito e exame de próstata (veja o vídeo no final do artigo).

É claro que não estou tratando aqui de defender o sujeito, que alega inocência, mas no tratamento diferenciado que um acusado negro e pobre tem de um Cachoeira, por exemplo. Se estuprou, tem que ser julgado por esse crime também além do furto, que ele já havia confessado. Mas e se ele for inocente desse crime. O que fica? O linchamento moral e a humilhação pública.

O caso de Xuxa é ainda mais emblemático por dois fatores. O primeiro: porque só agora resolveu fazer esse depoimento – tão humilhante para ela como é vergonhoso para a sociedade brasileira, não só por ela, mas pelas milhares e milhares de crianças que sofrem o mesmo tipo de assédio todos os dias? Segundo: porque algo tão íntimo é destaque principal da “distração” dominical da Globo, que durante intermináveis 25 minutos explorou da situação de abusada da apresentadora, mesclando,  com fofocas tolas sobre Pelé, Ayrton Senna e Michael Jackson?


As respostas são várias, mas uma delas é a decadência do Fantástico por sua própria fórmula arcaica aliada a concorrência com as outras emissoras abertas, a TV paga e a Internet. E nesse caso, apesar desse crescente e inevitável declínio da soberania global, infelizmente, nem sempre o público migra de canal para ver ou fazer coisa melhor, já que nos canais vizinhos e na internet o que não faltam são os mesmos apelos espetaculosos, de baixa qualidade e de gosto discutível. Mas também, temos que reconhecer, também há atrativos mais interessantes do qual uma parcela da sociedade também conseguiu se livrar do reinado absolutista da TV.

Mas o quanto o público migra por causa de um ou por causa de outro fator ainda é desafiador para os seres de cá da tela. Sim, porque do lado de lá, acredita-se que a fórmula para se recuperar a audiência é explorar o sentimento alheio e baixar o nível o máximo possível, maquiado de algo “revelador”.


Ainda bem que nem sempre a nossa memória é curta! A Xuxa vítima de assédio quando criança é a mesma do filme Amor, estranho amor, de 1982, onde tem cena dela com um menino de 12 anos? É a mesma Xuxa que promoveu as paquitas em trajes curtos e mais tarde os paquitos sem camisa para atrair a audiência? É a mesma que também usava trajes pequenos, não raro demonstrava pouco jeito para lidar com crianças? É a mesma que exibia fotos sensuais e apelativas em seus discos?

É claro que não estou argumentando em prol de um pseudo moralismo e também nada disso inocenta aqueles que, por acaso, abusaram dela, mas serve para gente pensar quais são os parâmetros da TV brasileira em busca de audiência. Uma denúncia dessa não teria mais efeito sem o espetáculo e com um aprofundamento no tema?

Mas não é de profundidade que vive a TV e sim de usar a miséria humana – não das celebridades mas sim as nossas próprias – para nos aproximar de seus produtos (Xuxa, Luciano Hulk, ex-BBBs e por aí vai) e nos fazer acreditar que vivemos no mesmo mundo e sofremos dos mesmos males. Até porque se isso fosse verdade, o guri negro humilhado na Band teria sido tratado com um mínimo de cuidado.

Tão triste quanto a distorção de quem usa o microfone é a distorção de quem assiste. Seria melhor se houvesse mais Herreras, o jogador do Botafogo que ignorou a Globo e não quis pedir musiquinha  pelos seus três gols marcados... Mas pensando bem, não é o futebol outra forma barata de conquistar audiência?

Melhor desligar a TV e fazer qualquer outra coisa!

* André Alves é jornalista e especialista em Antropologia. E também autor do blog Cinema & Mídia









Quarta-feira, Maio 16, 2012

O Nevoeiro

onevoeiro Uma surpresa agradável este filme baseado num livro de Stephen King (A Bruma Assassina); não confundam com o lixo que é A Névoa, com o superboy. Suspense bem feito, efeitos especiais interessantes com um orçamento enxuto.

A história passa-se quase que inteiramente dentro de um supermercado onde as pessoas estão assustadas com o nevoeiro que tem seres que devoram quem está nas ruas. É uma bela parábola sobre os nossos medos e como podemos reagir quando estamos no limite.

O final deste filme é um dos mais assustadores desde O Iluminado, do próprio Stephen King. King, que é autor de muitas porcarias, mas também de belas adaptaçoes para o cinema.

Além destas já citadas, vamos incluir sem felicidade de ter medo: À Espera de um Milagre, Kingdom Hospital, Cemitério Maldito, Um Sonho de Liberdade, Eclipse Total, o Aprendiz, Janela Secreta, Olhos de Gato e Conte Comigo. O resto a gente esquece.
Escrito originalmente em 19/03/2009

Comentário adicional em 16/05/2012
Interessante rever o filme pela segunda vez e gostar ainda mais. As escolhas que Frank Darabont com o roteiro e o final acachapante o firmou como o melhor adaptador das obras de Stephen King. Isso sem falar que sua maestria neste filme deve ter lhe garantido tomar as rédeas de The Walking Dead que, interessantemente, parte do elenco da série veio deste filme.

Trailer Legendado




Título original: The Mist
Direção: Frank Darabont
Elenco: Thomas Jane, Gregg Brazzel, Marcia Gay Harden, Jeffrey DeMunn, Walter Fauntleroy, Andre Braugher, Toby Jones, Laurie Holden, Alexa Davalos, William Sadler
Roteiro: Frank Darabont, Stephen King
Origem: Estados Unidos
Estreia: 2007


Nota 08


Segunda-feira, Maio 14, 2012

Abutres


Mais de 8 mil mortos e 120 mil feridos em acidentes de trânsito por ano na Argentina. Esta trágica estatística, que não é muito diferente do Brasil, considerando-se nossas dimensões, é o tema de fundo de mais um ótimo filme de nossos hermanos. São chamados abutres os advogados que se aproveitam do momento de fragilidade das vítimas para abocanhar parte (ou todo) de seus seguros.

Talvez esses abutres não existissem se as seguradoras não complicassem tanto para que seus segurados recebessem suas devidas indenizações. Mas esta não é a história do filme e sim de um abutre específico, Sosa, interpretado pelo sempre ótimo Ricardo Darín (O Segredo de seusOlhos, O Filho da Noiva) que após conhecer a jovem médica Luján (Martina Gusman) quer deixar essa atividade ilegal e começar uma nova vida. O que não vai ser fácil pois ele tem uma dívida com a “fundação” onde trabalha.

A partir dessa história não muito diferente de muitas produções hollywoodianas, o diretor Pablo Trapero nos apresenta uma cruel realidade de trapaças e corrupção que envolve não apenas advogados, mas também segurados, médicos, e como não poderia deixar de ser, a polícia.

É essa abordagem inovadora que engrandece a trama, onde esse universo vai se construindo aos poucos, deixando nas entrelinhas a complexidade e crueldade dessa rede da bandidagem. Mas o roteiro também é hábil em mostrar uma sociedade argentina decadente que leva, por exemplo, uma pessoa quebrar sua perna para burlar o sistema e receber o seguro.

E ainda, como mesmo um trabalho tido como nobre, a medicina, sujeita médicos de hospitais públicos a uma rotina exaustiva, quase sem tempo para descanso, tendo que socorrer vários acidentados ao mesmo tempo que convivem com outras tensões, como uma briga com tiros dentro do hospital. Apesar da dura realidade, o filme nunca apela para o melodramático, provando a competência do diretor em conseguir contar uma história palpável e ainda com alguns momentos de certo lirismo como na cena de uma festa de debutante.

Por ser uma história com forte apelo realista que começa com Sosa levando uma surra para lembrá-lo que ele tem que saldar sua dívida, o final consegue ser, apesar de um pouco previsível, tão bombástico quanto a denúncia que apresenta.

Mais uma vez a Argentina se mostra como um país com uma produção cinematográfica de reconhecimento invejável. Não que o Brasil não tenha essa ótima produção. O problema aqui é que ao invés de prestigiarmos os bons filmes brasileiros preferimos assistir às produções medíocres da Globo Filmes.
Apesar de termos problemas sociais parecidos, esse mal, a Argentina parece não ter por lá.



Título original: Carancho
Direção: Pablo Trapero
Elenco: Ricardo Darín, Martina Gusman, Carlos Weber, José Luis Arias, Loren Acuña, Gabriel Almirón, José Manuel Espeche
Roteiro: Alejandro Fadel, Martín Mauregui
Origem: Argentina
Estreia: 2010




Domingo, Maio 13, 2012

Trailer O Espetacular Homem-Aranha

No mesmo ano em que o Batman de Christopher Nolan encerra sua trilogia o mundo conhecerá o reboot do Homem-Aranha. Além de ter que suar para superar o trabalho de Sam Raimi e a atuação irretocável de Tobey McGuire, este O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man), ainda terá que trazer boas novidades para atrair o público.

A seu favor a tecnologia 3D e o diretor Marc Webb (que trocadilho, hein?) que é uma boa promessa depois de fazer 500 Dias com Ela.

Os trailers do filme é espetacular e já promete ser imperdível, apesar de sentir uma aproximação com  o herói de Gotahm City. Mas tudo bem já que as boas cenas de ação, o humor característico estão lá. E o vilão, quem é? É aquele prometido na trilogia anterior mas que não apareceu, mas que sempre foi um dos meus favoritos.

Veja um super preview de 04 minutos. Não está legendado, mas é muito didático.





Confira aqui o novo trailer legendado disponibilizado pela Sony e aguarde sua estreia em julho.



Veja aqui o trailer anterior




Confira abaixo o primeiro trailer dublado do filme.








Domingo, Maio 06, 2012

Trailer Batman – The Dark Knights Rises

A última parte da trilogia do Batman sob o comando do respeitado Christopher Nolan (A Origem) promete continuar (ou superar) o nível dos dois primeiros filmes.

O vilão da vez é Bane, interpretado por Tom Hardy e a Mulher-Gato será vivida por Anne Hathaway, que terá o trabalho de ser melhor que Michelle Pfeiffer no filme de Tim Burton. Também estão no filme, além de Christian Bale, Joseph Gordon-Levitt, Gary Oldman, Marion Cotillard, Morgan Freeman e Michael Caine.







Veja aqui o mais novo trailer dublado do filme, onde conseguimos entender mais da história e ver os principais personagens e efeitos incríveis. A conclusão de Nolan promete mesmo ser épica:


Veja aqui  trailer dublado e em HD




Veja aqui o novo trailer legendado e logo abaixo o primeiro teaser









É bem verdade que este primeiro trailer é só pra dar um gostinho com o Comissário Gordon numa cama de hospital pedindo para o Batman retornar. Mas os efeitos especiais dos prédios desmoronando e surgindo o logotipo do homem-morcego são primorosos.

Confira:



Sábado, Maio 05, 2012

2 Coelhos

O mundo pop e a cultura nerd copiam ou homenageiam referências consagradas para fazer algo novo. E essas referências o brasileiríssimo 2 Coelhos, do diretor, roteirista, produtor e mais um tanto de coisas do filme, Afonso Poyart, tem de sobra. Percebe-se pela ação constante, reviravoltas, tipos de personagens, trama política, montagem não-linear, videogame, efeitos especiais, uma espada e humor que Poyart bebeu da fontes de nossos bons diretores Fernando Meirelles e José Padilha, mas também de outros gringos, principalmente Quentin Tarantino e Guy Ritchie.

O resultado é um bom filme que consegue imprimir uma personalidade brasileira mesmo bebendo em fontes hollywoodianas (mas as fontes cults, é bom reforçar) e que se não teve o mérito reconhecido por aqui, ganhará um remake nos Estados Unidos, o que reforça a característica de apelo universal da produção. Independente do resultado do que sairá de lá, saber que além de exportarmos uma nova safra de atores (Alice Braga, Rodrigo Santoro), diretores (José Padilha, Fernando Meirelles, Heitor Dhalia), estamos exportando roteiros também é ótimo. E isso é, por mais paradoxal que possa parecer, importante para o reconhecimento do nosso cinema aqui mesmo, no Brasil.

A história dos 2 coelhos segue a da expressão “matar dois coelhos com uma cajadada só”, mas espertamente o roteiro e a direção nos reservam outras surpresas – até mais interessantes que esse mote. Edgar (Fernando Alves Pinto, de Nosso Lar) é um cara de classe média que tem um plano mirabolante de interceptar uma fortuna e acertar dois vilões de uma vez.

Para botar seu plano em ação ele vai usar Velinha (Thaíde, muito à vontade no papel), um ladrão pé de chinelo metido a marrento, mas também vai ludibriar bandidos, advogados e um deputado. A trama complica ao inserir dois elementos fundamentais a trama. A promotora Júlia (Alessandra Negrini) e Walter (Caco Ciocler) não tem uma função definida até o início da segunda metade do filme. E embora sejam partes fundamentais de 2 Coelhos são os que tem atuações mais fracas. Ciocler não consegue se livrar de sua cara de bunda e Negrini não lembra nem um pouco o brilho que já teve. Mas tudo bem, seus nomes devem ter ajudado a ter patrocínio e também chamado alguma bilheteria.

Como nos melhores filmes de ação, o desfecho será melhor que o anunciado, mostrando que fazer bons filmes o Brasil já fazia, mas agora tem cacife para começar a peitar produções americanas. Com bons diretores e roteiristas inteligentes estamos caminhando a ter um espaço merecido no cinema comercial. Beber das fontes de Meirelles, Padilha, Tarantino e Ritchie é ótimo. Ruim seria se um diretor ousasse a mesclar influências de novelas da Globo com Michael Bay. Oh, não, já fizeram isso em Segurança Nacional! Porque eu fui lembrar disso?

Trailer



Direção: Afonso Poyart
Elenco: Fernando Alves Pinto, Caco Ciocler, Alessandra Negrini, Thogun, Aldine Muller, Neco Vila Lobos, Marat Descartes, Thaíde, Roberto Marchese
Roteiro: Afonso Poyart, Izaías Almada
Origem: Brasil
Estreia: 2012


Quinta-feira, Maio 03, 2012

Os Vingadores


A temporada 2012 dos blockbusters começou de forma incrível. O tão aguardado “Os Vingadores” supera os filmes solo dos heróis que o compõe. Graças a direção segura de Joss Whedon (da série Dollhouse e um dos roteiristas do primeiro Toy Story), o filme consegue ser ágil e cômico durante seus 142 minutos, ininterruptamente.

A história é bastante simples: Lóki, irmão adotivo de Thor, quer conquistar a Terra e derrotar seus heróis. Os Vingadores vão sofrer no início mas no final... é aquele mesmo dos filmes de ação. Se por um lado a trama é simples, não há dúvida que era preciso um roteiro coeso para coloca tantos heróis em cena, com personalidades e histórias distintas.

Vejam os trailers de Os Vingadores aqui

Mas era previsível que um herói roubasse o filme. E não, não foi o Homem de Ferro   (Robert Downey Jr.) com suas inúmeras piadas sarcásticas, com um jeito novo de retirar a armadura e uma forma ainda mais cool ainda de vesti-la. Também não foi a belíssima Viúva Negra (Scarlett Johansson), capaz de bater em um vilão com os cabelos (isso mesmo, cabelos!) e que tem um bom destaque na história, mostrando que além da bater, a mocinha é muito inteligente e uma das principais responsáveis pelo desfecho da trama.

O Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) cumpriu um papel discreto. Ficamos sabendo que ele foi o responsável por trazer a Viúva Negra à S.H.I.E.L.D. E e é um exímio assassino. Mas o arqueiro ficou aquém do que se esperava.

Capitão América (Chris Evans) e Thor (Chris Hemsworth) reforçaram seus estereótipos de seus filmes solo. Thor, um pouco mais maduro, mas ainda sim muito egocêntrico: vai ter atrito com o Homem de Ferro e vai sobrar até pro Capitão América. O primeiro vingador é o herói certinho nascido para ser líder e desempenha bem o seu papel na equipe, ainda que pra vencer o vilão seja necessário um pouco do brilho dos heróis em atuações individuais.

Mas foi mesmo o Hulk (Mark Ruffalo) quem rouba a cena, trazendo as melhores cenas de ação com um humor quase infantil, que já tornou clássica a frase “Deus fraco”, quando ele espanca Lóki. E todos vão rir ao vê-lo socar Thor. O destaque de Hulk na produção foi proposital e com o sucesso confirmado o monstro verde-esmeralda deve ganhar nova produção em 2015, depois das sequencias do Homem de Ferro e Capitão América.

Mas apesar desses bons aspectos do filme, que, como entretenimento cumpre muito bem o seu papel, e do grande sucesso que vai fazer com os mais jovens, está longe de ser um grande filme de heróis porque seus personagens (vilões e heróis) não tem complexidade.

Na trilogia do Homem-Aranha, dirigida por Sam Raimi, temos um menino aprendendo a ser adulto e herói ao mesmo tempo que tem dilemas morais que vão sendo desenvolvidos até sua conclusão. Já o reboot do Batman feito por Christopher Nolan dá uma nova dimensão ao que pode ser um filme de heróis, trazendo elementos de filmes policiais, ação, suspense e drama que se mesclam brilhantemente, onde as fantasias e seus acessórios são meros detalhes.

Os heróis da Marvel em Os Vingadores tem pouca profundidade, seu grande vilão Lóki, um malvado mimado que chega a ser inacreditável que Thor caia tantas vezes na mesma historinha da “rena roqueira”. O final do filme – muito próximo as cenas de Transformers – reforçam essa falta de profundidade.

Mas isso não chega a ser um grande defeito porque o objetivo deste é mais a diversão. E se o roteiro consegue ser coeso a ponto de ter uma coadjuvante de luxo como a Gwyneth Paltrow e descartar eficientemente a Natalie Portman numa história que nunca deixa a gente pensar em suas falhas.

A única falha gritante é o 3D muito mal aproveitado, mais fraco que Lóki. Mas o importante é que tudo indica que mesmo com o elenco estelar o grande sucesso deste filme já aponta uma sequencia, como é mostrado na cena adicional do filme.

A temporada dos blockbusters está aberta: Batman e Homem-Aranha prometem honrar esta batalha.

Título original: The Avengers
Direção: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Chris Hemsworth, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston
Roteiro: Jack Kirby, Joss Whedon, Stan Lee, Zak Penn
Origem: Estados Unidos
Estreia: 2012


Twitter Delicious Facebook Digg Favorites More