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terça-feira, fevereiro 02, 2016

A visita

M. Night Shyamalan tenta sair do limbo com este misto de comédia e suspense, depois de ir caindo de qualidade filme após filme. O resultado não é uma obra-prima, mas uma produção simpática que ironiza muito dos clichês dos filmes de terror.
A história é simples: adolescentes vão passar uma semana no sítio dos avós, que eles não conhecem, para que a mãe possa viajar com o namorado, tentando se recuperar de uma separação traumática. Os comportamentos do casal idoso causam estranhamento às crianças, mas são facilmente explicados, na tentativa de afastar possíveis fenômenos sobrenaturais. Ironizando, portanto, muitos dos filmes de terror e suspense, inclusive o melhor trabalho do diretor indiano, O Sexto Sentido.
O estilo já surrado de Found Footage é mostrado de forma um pouco diferente, posto que a ideia é que a irmã mais velha está fazendo um documentário na tentativa de reaproximar os avós da mãe. Então os enquadramentos são melhores, não há muita tremedeira e tem, sim, muitas cenas hilárias do adolescente rapper fazendo graça e que se torna o grande destaque do filme.
Aos poucos a graça vai se mostrando um suspense com poucos sustos, mas de certa forma orgânica que vale a pena assistir.
Apesar disso, o filme tem lá seus tropeços. O primeiro são as fobias dos adolescentes. A garota não se olha no espelho e o menino tem pavor de germes. No entanto, essas manias não são bem exploradas e se esse truque do diretor já havia se mostrado forçado em Sinais, aqui então só serviria se fosse para ridicularizar o próprio filme do diretor. Os outros eu não entregar pois senão mata a reviravolta do filme.

Documentário Puta porque sim!

Conhecida erroneamente como a profissão mais antiga do mundo e uma suposta atividade da Madalena bíblica, a prostituição e suas profissionais ainda são, vergonhosamente, um tabu. Citada muitas vezes no cinema e na literatura: Pantaleão e as visitadoras, de Mario Vargas Llosa; Memórias de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez, parte da obra de Jorge Amado e por aí vai, há pouquíssimo espaço para discussão séria como o projeto de lei do deputado federal Jean Wyllys, cujo tema havia sido proposto anteriormente por Fernando Gabeira.
Da vida real no Brasil temos a Hilda Furacão, a Bruna Surfistinha, a atual Lola Benvenutti e a mais icônica, Gabriela Leite, que, ativista, gerou mesmo depois de sua morte, muita discussão e conquistas às profissionais do sexo. Monique Prada e Indianara Siqueira são duas profissionais que também são ativistas. Mas é comum receberem ataques nas redes sociais e espaços de discussão por pessoas em favor de uma tradicional família brasileira, mas também por alas do feminismo e de pessoas de esquerda que não tem a mente muito aberta, conhecidas no meio como esquerdomachos.
São por estes motivos que vale a pena assistir o documentário produzido pela jornalista Isabela Mercuri, como trabalho de conclusão de curso de jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): Puta porque sim - Quando a prostituição é feminismo. Com entrevistas de prostitutas, pesquisadores, gestores as vozes às vezes são complementares, outras vezes discordantes, mas revelam o protagonismo delas. Em um trecho uma trabalhadora diz que começou a trabalhar porque o pai não queria uma filha “rapariga”, por estar grávida e não querer casar. Outra relata a insegurança por não conhecer os clientes. Uma terceira revela ainda que as vezes em que sofreu repressão foi por policiais.
Particularmente sou favorável a regulamentação da prostituição, pois isso ajudaria a elas (e eles, claro) terem acesso a aposentadoria e outros benefícios como ter uma comprovação de renda para gerir contas bancárias, entre outros motivos. Um outro lado é que a regulamentação poderia ajudar a combater o tráfico de pessoas, prática que acontece mais do que a gente supõe além de ajudar a diminuir o preconceito machista contra mulheres que encontram essa atividade como única opção após serem expulsas de suas casas.
Ou seja, a prostituição deveria ser uma opção de trabalho legítima e a reivindicação dessa condição é, sem dúvida, um ato de feminismo, porque como deixou registrado no título de sua biografia, Gabriela Leite era filha, mãe, avó e puta. Ou seja, ela era, antes de mais nada e como todas as outras, uma mulher.




terça-feira, janeiro 12, 2016

Os melhores, as surpresas e as decepções no cinema em 2015

Apesar de ter sido um ano de boas produções em Hollywood e no Brasil, fui pouco ao cinema e então minha lista está focada nos que eu vi pela primeira vez no ano passado, independentemente do ano de lançamento. Mas para agradar os imediatistas, os que foram lançado no ano passado estão em negrito.
Preciso dizer também que tem uma trapaça aqui, pois inclui algumas produções que só nos últimos dias, como Entre Abelhas e Que horas ela volta?, dois filmes nacionais muito bons. Porchat surpreendeu fazendo um papel mais dramático e o filme de Anna Muylaert, além de todos os elogios já feito a produção, eu acrescento o trabalho do Lourenço Mutareli, mais complexo do que pode parecer num primeiro momento.
A Pixar veio revigorada numa trama complexa demais para as crianças, a Marvel continua mostrando que tem força para expandir seu universo, Star Wars e Mad Max provaram que é possível reinventar as franquias e não fazer coisas forçadas como Jurassic World e Exterminador do Futuro ou um desastre total, como O Quarteto Fantástico.
Mas o grande destaque mesmo foi o protagonismo feminino na maioria das boas produções.

A lista está em ordem alfabética, pois a minha preferência muda de acordo com meu humor. Já nas decepções, não tive como limar um a mais, e ficou com 11, mesmo.

10 melhores

1. Divertidamente
2. Gravidade
3. Mad Max
4. Na natureza selvagem 
5. O Abrigo
6. O Abutre 
7. O Lobo Atrás da Porta
8. Que horas ela volta?
9. Relatos Selvagens
10. Star Wars - O despertar da força


10 surpresas

1. Azul é a cor mais quente
2. Diário de um jornalista bêbado 
3. Entre Abelhas
4. Homem - formiga
5. Obsessão
6. Philomena
7. Sobreviventes
8. The Babadook
9. Velozes e Furiosos 7
10. You don't know Jack

11 Decepções / Piores

1. Annabelle
2. Everest
3. Expresso do Amanhã 
4. Exterminador do Futuro - Genesis
5. Jurassic World
6. Ninfomaníaca - volume 01
7. O Apocalipse
8. O Quarteto Fantástico (2015)
9. Poltergeist 2015
10. Sétimo 
11. Terremoto - A falha de San Andreas


Lista dos filmes vistos nos úlimos 12 meses

  1. A conversação
  2. A Origem 
  3. A Outra face
  4. A Rocha
  5. Annabelle
  6. Ataque a casa branca
  7. Aura
  8. Azul é a cor mais quente
  9. Bob esponja - um herói fora d'água
  10. Como sobreviver a um ataque de zumbis
  11. Con Air - A rota da fuga
  12. Conta Comigo
  13. Darwin matou Deus?
  14. De volta para o futuro 2
  15. Débi & Loide2
  16. Depois do Pornô
  17. Desconhecido
  18. Desconstruindo Harry
  19. Diário de um jornalista bêbado 
  20. Divertidamente
  21. Doméstica 
  22. Elefante Branco 
  23. Elevador
  24. Enterrado Vivo
  25. Entre Abelhas
  26. Everest
  27. Evocando Espíritos
  28. Expresso do Amanhã 
  29. Exterminador do Futuro
  30. Exterminador do Futuro - a salvação
  31. Exterminador do Futuro - Genesis
  32. Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final
  33. Festim Diabólico
  34. Foxcather - uma história que abalou o mundo
  35. Frozen
  36. Ghost - Do outro lado da vida
  37. Golpe Duplo
  38. Gravidade 
  39. Homem - formiga
  40. Hot Girls Wanted
  41. Interestellar
  42. Inverno de Sangue
  43. Jack Ryan - Operação Sombra
  44. Jurassic World
  45. Kingsman
  46. Lucy
  47. Malícia 
  48. Manhattan
  49. Maze Runner
  50. Medo e Delírio
  51. Na natureza selvagem 
  52. Ninfomaníaca - volume 01
  53. Ninfomaníaca vol. 2
  54. Noé
  55. Noite sem fim
  56. Noivo neurótico, noiva nervosa
  57. O Abrigo
  58. O Abutre 
  59. O Apocalipse
  60. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
  61. O Lobo Atrás da Porta
  62. O mensageiro
  63. O Predestinado
  64. O Quarteto Fantástico (2015)
  65. O quinto poder
  66. Obsessão
  67. Os Incrédulos
  68. Os Vingadores - Era de Ultron
  69. Philomena
  70. Pinta
  71. Pixels
  72. Poltergeist 2015
  73. Que horas ela volta?
  74. Relatos Selvagens
  75. Sangue de meu sangue 
  76. Segurança Nacional
  77. Sem Retorno
  78. Sétimo 
  79. Sobrenatural capitulo 3
  80. Sobreviventes
  81. Star Wars - O despertar da força
  82. Terremoto - A falha de San Andreas
  83. The Babadook
  84. The True Cost
  85. Transiberiano
  86. Última viagem a Vegas
  87. Um dia de fúria
  88. Um grito no escuro
  89. Um lugar solitário para morrer 
  90. Uma noite no Museu 3
  91. Vai que dá certo
  92. Velozes e Furiosos 5
  93. Velozes e Furiosos 6
  94. Velozes e Furiosos 7
  95. Viagem ao centro da Terra
  96. You don't know Jack
  97. Zietgeist


terça-feira, setembro 15, 2015

Documentário mostra o que há por trás da indústria da moda

A indústria da moda, uma das que mais emprega gente no mundo é também a segunda mais poluente. Esta é uma das afirmações do documentário “The True Cost”, de Andrew Morgan, disponível no Netflix, que mira nas empresas de moda de “consumo rápido” e suas consequências socioambientais.
O ponto de partida é o desmoronamento de um prédio em Bangladesh onde funcionavam fábricas de roupas, que levou a morte de 1.134 funcionários que trabalhavam em condições subumanas.
Com entrevistas em várias partes do mundo, incluindo a Índia, os Estados Unidos e Bangladesh, o documentário põe o dedo em  problemas sérios em várias etapas da cadeia de produção, começando pelo cultivo do algodão e seu massivo uso de agrotóxicos, às condições de escravidão dos trabalhadores e estratégias de marketing que incentivam o consumo de roupas de baixo custo (essas quase descartáveis que compramos para usar no dia-a-dia).
As ativistas Vandana Shiva, Stella McCartney, Livia Firth, entre outros entrevistados discutem como que a disputa das marcas geram milhões de miseráveis ao redor do mundo, além de apontarem alguns caminhos para um consumo mais consciente, não somente de roupas.
O documentário não traz nenhuma entrevista no Brasil, onde os casos também são bem evidentes. Nos últimos cinco anos, pelo menos, empresas como Renner, Pernambucanas, Collins, C&A, Marisa e Sete Sete Cinco foram investigadas por trabalho escravo, sobretudo com bolivianos. Além dessas, um dos escândalos mais marcantes é a da Zara, que, apesar de ser uma grife de luxo, foi condenada por esse mesmo motivo.
Assista ao documentário e olhe as etiquetas das suas roupas.







Vamos falar de amor?

Amor lindo é aquele dos contos de fadas em que um jovem e sarado príncipe salva uma bela donzela em perigo e vivem felizes para sempre, né?

Pois é, também acho que não! Muito machismo nessa forma de pensar…

Amor lindo é aquele em que as pessoas envolvidas ficam juntas durante o tempo que tiver que acontecer e da forma como tiver que ser.

É pensando dessa maneira que estou achando interessante a série Amores Livres, no GNT, dirigido por João Jardim. Não que a considere revolucionária em termos estéticos ou de direção, mas a grandeza está no tema, acho que um dos grandes tabus (idiotas) da humanidade e da forma de mostrar os “trisais”, casais de três pessoas, e outras personagens envolvidas na história.

Recalcados irão odiar, mas é interessante saber que existem pessoas que pensam diferente, que vivem diferente, mas amam e sofrem como todo mundo. O mundo não é feito só de corintiano e flamenguista.
Eu gostei das histórias que vi, muito humana, algumas um tanto loucas, confesso; outras tristes, que refletem que o diretor está conseguindo passar muito bem uma verdade em cada entrevistado.

Quem estiver a fim de uma boa e velha putaria também não vai gostar muito, até porque, no fundo, são, também, uns recalcados.

Mas aqueles dispostos e ver novos olhares, confrontar conhecimentos e, por que não, se reconhecer nas histórias contadas… esses, sim, irão gostar e perceber que existem muitas diferenças entre os adeptos do amor livre, do relacionamento aberto, do poliamor e outras formas não convencionais (mas, naturais) de se relacionar.

Mais informações sobre o programa aqui

segunda-feira, novembro 10, 2014

9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul

Em Cuiabá, as sessões acontecem gratuitamente dia 18 a 23 de novembro, no CineSesc Arsenal 

Assessoria - Inspirada nos 50 anos do golpe civil-militar, a 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul será realizada de 3 de novembro a 20 de dezembro nas 26 capitais eno Distrito Federal, e em 1.000 pontos culturais fora das capitais urbanas entre janeiro e março de 2015. O evento traz também outros debates acerca dos direitos humanos, com filmes que abordam temas como população LGBT e enfrentamento da homofobia, questões culturais e territoriais da população indígena, direitos da pessoa com deficiência, entre outros. As sessões serão: “Mostra Competitiva”, “Mostra Memória e Verdade”, “Mostra Homenagem Lúcia Murat” e “Sessão Inventar com a Diferença”.

Veja a programação completa dos filmes aqui

Com entrada franca, a 9ª Mostra exibe ao todo 41 filmes, todos com sistema closedcaption e sessões que incluem audiodescrição, voltadas para pessoas com deficiência visual. A realização é da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e Fundação Euclides da Cunha, alémdo patrocínio da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A “Mostra Memória e Verdade” é uma das exibições voltadas ao golpe de 1964, abordando questões sobre a ditadura e os contornos políticos do período. Os documentários “Setenta” (2013), de Emilia Silveira Brasil, e “Cabra Marcado para Morrer” (1984), de Eduardo Coutinho, estão entre as escolhas da curadoria. Clique aqui e veja a programação completa.

A homenageada da 9ª edição do evento, a cineasta carioca Lúcia Murat, também segue o debate em torno dos anos de chumbo com um pequeno panorama de sua produção cinematográfica incluída na “Homenagem Lúcia Murat”.A convidada esteve envolvida com os movimentos políticos de resistência ao golpe, foi presa em 1971, e levou suas experiências para as telas do cinema com o fim da ditadura, após 1985. “O Brasil é uma marca constante na carreira de Lúcia Murat. Visto pela ótica estrangeira, dissecado em sua História remota ou contemporânea, nosso país vem ganhando um retrato complexo, amoroso e doloroso nos filmes de uma cineasta que é mais do que merecedora desta homenagem”, opina Rafael de Luna Freire, coordenador da mostra.

A novidade que o evento traz em 2014 são filmes produzidos não só na América do Sul, como nos outros anos, mas também em países do Hemisfério Sul, como Egito e Jordânia. A “Mostra Competitiva”com 24 longas, médias e curtas-metragens, em que as plateias elegem os melhores filmes através de votação popular, é destaque na programação, assim como a “Sessão Inventar com a Diferença”.Esta sessão exibe filmes-carta produzidos por alunos de escolas públicas do país que participaram do projeto “Inventar com a Diferença”, que levou cinema e direitos humanos para cerca de 300 escolas no primeiro semestre de 2014. O documentário “Pelas Janelas”, produzido por alunos da UFF a respeito do Inventar, também ganhará primeira projeção pública na sessão.

 “Compreendendo que, para avançar na realização progressiva dos Direitos Humanos, é necessário aprofundar o debate.Esperamos que esta mostra contribua para a construção de uma cultura de respeito e valorização das diferenças”, aposta Ideli Salvatti, ministra da SDH/PR.

Serviço:
Cuiabá – MT - 18 a 23 de novembro
Local:CineSesc Arsenal - R. 13 de Junho, s/no - Porto- (65) 3616.6901
Facebook Cuiabá: www.facebook.com/pages/Mostra-Cinema-e-Direitos-Humanos-na-América-do-Sul-Cuiabá-Mato-Grosso/1437899749765170
Site: www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/
Facebook Nacional: www.facebook.com/mostracinemaedireitoshumanos?fref=ts
Entrada Franca

“Hoje” é atração no Imagens em Pauta

Filme conta a história de ex-militante política enfrentando questões do passado

Assessoria - Vera, ex-militante política, recebe indenização do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido durante a ditadura militar e pode comprar o tão sonhado apartamento. Enquanto organiza a mobília no novo lar, Vera é surpreendida por um inesperado reencontro em “Hoje” (2011, 83 minutos), de Tata Amaral, atração dessa terça-feira, 11 de novembro, às 19:00, no Cine Sesc Arsenal. Classificação indicativa: 10 anos.

O filme integra programação do oitavo ano de exibições do “Imagens em Pauta”, projeto realizado pelo Sesc Mato Grosso em parceria com a Pró-reitoria de Cultura, Extensão & Vivência, Cineclube Coxiponés e Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Cada sessão é iniciada com informações sobre o filme programado. Após exibição, os participantes conversam sobre o filme e depois são convidados a tomar um gostoso cappuccino oferecido pelo Sesc Mato Grosso.

Entre o documentário e a ficção, os filmes que compõem o ciclo “Rastros da Ditadura” permitem ao espectador conhecer personagens que se deparam com vestígios e memórias de situações traumáticas vivenciadas durante os anos da ditadura militar no Brasil (1964 a 1985) e que reverberam no presente. O ciclo, realizado durante o mês de novembro, encerra a programação do Imagens em Pauta em 2014.

Sobre o filme

Inspirado no livro “Prova Contrária”, de Fernando Bonassi, o filme mostra a história de Vera (Denise Fraga) ex-militante política que recebe indenização do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido, vítima da repressão desencadeada pela ditadura militar brasileira. Com o dinheiro, ela pode comprar o tão sonhado apartamento próprio e libertar-se da condição de suspensão em que viveu durante décadas, período em que não era sequer reconhecida oficialmente como viúva. Mas, no momento da mudança para o novo lar, Vera é surpreendida por um inesperado reencontro.

O filme foi rodado em um apartamento durante três semanas e teve sua cópia finalizada na Itália. “O desafio é tornar o espaço fechado interessante a cada momento e permitir ao espectador ir descobrindo esse ambiente. Por conta disso, o apartamento acaba se tornando um personagem”, disse Tata Amaral, em uma entrevista ao site Time Out. A respeito da história, ela afirma. “A tese do filme é que o nosso passado, por mais que a gente queira esconder embaixo do tapete, continua atuando.”

Tata Amaral nasceu em São Paulo em 19 de setembro de 1960. É considerada uma das mais importantes realizadoras do cinema brasileiro a partir da década de 1990. Além de “Hoje”, dirigiu “Um céu de estrelas” (1996), “Através da janela” (2000) e “Antonia – O filme” (2006)

Próximo filme: “A memória que me contam”, de Lucia Murat

Na próxima terça, 18 de novembro, o Imagens em Pauta encerra a temporada 2014 com a exibição de “A memória que me contam” (Lúcia Murat, 2012, 100 minutos), com Simone Spoladore e Irene Ravache.

Sobre o Sesc Arsenal

O Sesc Arsenal é um centro cultural que conta com espaços como Biblioteca, Banco de Textos de Artes Cênicas, Teatro, Centro de Difusão e Realização Musical, Galeria de Arte e Choperia.

A programação do “Imagens em Pauta” é gratuita e direcionada aos curiosos e interessados em cinema. Endereço: Rua Treze de Junho, s/nº, bairro Porto (amplo e seguro estacionamento com entrada pela rua lateral). Atenção: o estacionamento do Sesc Arsenal é gratuito para pessoas que participam das atividades culturais e recreativas da unidade (incluindo Choperia e Bulixo). É preciso carimbar o ticket de estacionamento para isentar o pagamento da taxa.


Serviço
O quê: Hoje, de Tata Amaral
Quando: Terça-feira, 11 de novembro, às 19:00
Onde: Cine Sesc Arsenal
Classificação indicativa: 10 anos
Entrada Gratuita

quinta-feira, agosto 14, 2014

Produções Amazônicas

Dois bons curtas produzidos na Amazônia foram exibidos no Sesc Amazônia das Artes, no Sesc Arsenal em Cuiabá (MT). Um do Pará e outro do Acre. A qualidade técnica e a criatividade dos realizadores mostra que não deixa nada a desejar em relação às produções do eixo sul-sudeste.

Muragens, crônicas de um muro
(Andrei Miralha, ani., Pará, 2009, 12min)
Muragens –Crônicas de um Muro faz uma intereferência ficcional num recorte urbano real, o entorno do muro dos fundos do cemitério da Soledade, em Belém do Pará. Apresentando situações diversas, pequenas narrativas – crônicas – nas quais o devaneio, o Non Sense, o caráter fictício da animação marcam a contação delas.



Parte 1

Parte 2




Awara Nane Putane, uma história do cipó 
(Sérgio Carvalho, ani., Acre, 2012, 23 min.)
Curta-metragem que conta o mito de origem do uso tradicional da ayahuasca, na versão da etnia yawanawa, que vive no coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no Acre. O curta é todo falado em idioma yawanawa, povo que pertence ao tronco linguístico Pano.


Teaser



segunda-feira, agosto 11, 2014

Juliette Binoche estrela filme sobre estudantes prostitutas

Assessoria - Em sua última reportagem para uma revista de prestígio, jornalista mergulha em uma rede de prostituição guiada por duas jovens universitárias em “Elles” (Elles, 2011), de Malgorzata Szumowska, atração dessa terça-feira, 12/08, às 19h, no Cine Sesc Arsenal.  

O filme integra programação do oitavo ano de exibições do “Imagens em Pauta”, projeto realizado pelo Sesc Mato Grosso em parceria com a Pró-reitoria de Cultura, Extensão & Vivência, Cineclube Coxiponés e Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Cada sessão é iniciada com informações sobre o filme programado. Após exibição, os participantes conversam sobre o filme e depois são convidados a tomar um gostoso cappuccino oferecido pelo Sesc Mato Grosso.


Małgorzata Szumowska

Małgorzata Szumowska nasceu em Cracóvia, Polônia, em 1973. Ela passou dois anos estudando História da Arte na Universidade Jagiellonian, antes de começar os estudos de cinema. A diretora se formou na célebre faculdade de cinema de Łódź, onde também estudaram os cineastas poloneses mais conhecidos internacionalmente: Andrzej Wajda, Roman Polanski e Krzysztof Kieślowski. Ainda estudante, Szumowska fez seu primeiro curta-metragem, “Cisza” (Silêncio), documentário em que tentou capturar a vida simples de uma família rural polaca.

Szumowska trabalhou também como co-produtora de “Anticristo”, filme de Lars von Trier lançado em 2009. Em 2011, ela terminou seu primeiro projeto internacional, “Elles”, estrelado por Juliette Binoche. A estreia mundial de Elles ocorreu no Festival Internacional de Toronto. Em 2013, por “Em nome de...”, recebeu o Prêmio Teddy de Melhor Filme com Temática LGBT no 63º Festival Internacional de Berlim.

Sobre o filme
Jornalista de uma grande revista voltada para o público feminino, Anne (Juliette Binoche) trabalha em uma matéria sobre a prostituição estudantil. Ela consegue os depoimentos de duas estudantes de Paris, Alicja (Joanna Kulig) e Charlotte (Anaïs Demoustier), que abrem suas vidas sem pudor ou vergonha. Tais confissões acabam ecoando no dia a dia de Anne e interferindo em seus relacionamentos pessoais.
 
Diferindo do comum retrato onde a prostituição representa o único caminho possível para fugir da miséria, em “Elles” a cineasta Malgorzata Szumowska constroi um filme no qual as personagens escapam de um olhar que as vitimize ou as condene moralmente. Aqui, a vontade própria parece guiar as decisões dessas garotas que Anne encontra em sua pesquisa.

Próximo filme
Na próxima semana, o Imagens em Pauta continua o “Ciclo Cinema Francês Recente” com a exibição de “Um estranho no lago” (França, 2013, 92 minutos), de Alain Guiraudie. Não perca! Se você deseja ser avisado sobre as exibições do projeto envie um email para imagensempauta@gmail.com com a informação “Cadastrar e-mail”. Para outras informações, siga o “Imagens em Pauta” no Twitter: @ImagensEmPauta.

Sobre o Sesc Arsenal
O Sesc Arsenal é um centro cultural que conta com espaços como Biblioteca, Banco de Textos de Artes Cênicas, Teatro, Centro de Difusão e Realização Musical, Galeria de Arte e Choperia. Confira as atividades culturais que este centro cultural oferece através do blog www.sesc-mt.blogspot.com ou pelo telefone 3611 0550.

A programação do “Imagens em Pauta” é gratuita e direcionada aos curiosos e interessados em cinema. Endereço: Rua Treze de Junho, s/nº, bairro Porto (amplo e seguro estacionamento com entrada pela rua lateral). Atenção: o estacionamento do Sesc Arsenal é gratuito para pessoas que participam das atividades culturais e recreativas da unidade (incluindo Choperia e Bulixo). É preciso carimbar o ticket de estacionamento para isentar o pagamento da taxa.


Serviço
O quê: Elles
Direção: Malgorzata Szumowska
Quando: Terça-feira, 12 de agosto, às 19h00min
Onde: Cine Sesc Arsenal
Classificação indicativa: 16 anos
Entrada Gratuita

segunda-feira, agosto 04, 2014

Biografia de Gainsbourg no Imagens em Pauta

Assessoria - Nos anos 1960, Serge Gainsbourg é apenas um jovem poeta que vaga pelas ruas de Paris, decidido a abandonar a pintura para cantar em clubes noturnos em “Gainsbourg, o homem que amava as mulheres” (Gainsbourg: vie héroïque, 2010), de Joann Sfar, atração dessa terça-feira, 05/08, às 19h, no Cine Sesc Arsenal.        

O filme integra programação do oitavo ano de exibições do “Imagens em Pauta”, projeto realizado pelo Sesc Mato Grosso em parceria com a Pró-reitoria de Cultura, Extensão & Vivência, Cineclube Coxiponés e Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Cada sessão é iniciada com informações sobre o filme programado. Após exibição, os participantes conversam sobre o filme e depois são convidados a tomar um gostoso cappuccino oferecido pelo Sesc Mato Grosso.

Joann Sfar nasceu em Nice, França, em 1971 e sempre foi fã do cantor. “Ele era o único cantor francês com atitude. Quando ligava TV na França, na década de 1970, ele era o único cara que se referia a sexo, álcool e a falta de sentido na vida, por isso era muito atraente. Ele era o cara que fazia você sonhar em como seria legal ser adulto”, disse em uma entrevista ao Los Angeles Times.

O projeto foi originalmente concebido para que Charlotte Gainsbourg - filha de Serge na vida real e atriz conhecida pelas suas parcerias com o diretor Lars Von Trier -, pudesse interpretá-lo. O filme deveria ganhar um tom ainda mais surreal com jeito de conto-de-fadas. Porém, após seis meses de ensaios e preparação, Charlotte abandonou o projeto, alegando que estava sendo emocionalmente doloroso para ela e, portanto, Sfar teria que fazer seu "belo filme" sem sua presença. Sfar estava decidido a abandonar o projeto quando ficou encantado pelo ator Eric Elmosnino e seguiu adiante.

Sobre o filme

“Gainsbourg, o homem que amava as mulheres” traz um olhar, às vezes factual, às vezes fantasioso, acerca da vida de Serge Gainsbourg (Eric Elmosnino), desde seu nascimento, em 1940, na Paris ocupada pelos nazistas, passando pelos seus bem-sucedidos anos como cantor e compositor na década de 1960, até sua morte em 1991, com 62 anos.

O filme é adaptado da graphic novel escrita pelo próprio diretor Joann Sfar. A animação da abertura também é baseada em desenhos feitos por ele. De modo geral, a crítica especializada avaliou positivamente a obra, classificando-o como um feliz retrato da vida desmedida do mais controverso dos cantores franceses.

Próximo filme

Na próxima semana, o Imagens em Pauta continua o “Ciclo Cinema Francês Recente” com a exibição de “Elles” (França, 2012, 110 minutos), de Malgorzata Szumowska. Não perca! Se você deseja ser avisado sobre as exibições do projeto envie um email para imagensempauta@gmail.com com a informação “Cadastrar e-mail”. Para outras informações, siga o “Imagens em Pauta” no Twitter: @ImagensEmPauta.
 
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