Google+ Cinema e Mídia: O jornalista e o crítico de cinema

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sexta-feira, setembro 23, 2011

O jornalista e o crítico de cinema


André Alves* - Dizem as más línguas que entre os caras mais chatos do mundo estão os ambientalistas e os críticos de cinema. É claro que eu não concordo muito com isso, pois não sou nem um nem outro. Ou antes, sou um jornalista especializado na área ambiental e um crítico “amador” de cinema que há cinco anos mantém um blog com este fim: o Cinema e Mídia.

Digo que sou um crítico “amador” porque não vivo disso e porque amo cinema. Apesar de já ter visto cerca de três mil filmes (o levantamento ainda está em curso e aumenta quase diariamente) não poderia me considerar crítico com ou sem aspas apenas por ser cinéfilo. Desde criança sempre gostei de filmes de gêneros variados e com o passar do tempo, comecei a me interessar por filmes produzidos por cineastas fundamentais como Hitchcock, Chaplin, Fellini, Kurosawa, mas também de diretores cults como Wim Wenders, Lars von Trier, Werner Herzog, Costa-Gavras, Woody Allen e Michael Haneke. É claro que nunca abri mão dos diretores mais pops como Spielberg, Tarantino, Christopher Nolan, Sam Raimi, Tim Burton e os Irmãos Coen nem nunca me esqueci dos diretores brasileiros.

Cursar jornalismo me ajudou a abrir a mente para ter um olhar mais crítico, pois comecei a devorar, no bom sentido é claro, livros sobre o tema disponíveis na biblioteca da Universidade Federal de Mato Grosso e não muito tempo depois comecei a comprar outros, inclusive com abordagens filosóficas e antropológicas. Frequentar festivais também foi muito importante para minha formação nessa área.

A ideia de criar um blog sobre cinema só veio em 2006. No começo era só um passatempo sem muito compromisso com o leitor, apenas uma satisfação do meu ego para tirar o estresse do trabalho com jornalismo ambiental, que nem sempre é prazeroso. Mas recentemente, com quase duas centenas de críticas escritas e postadas no blog, a fidelização de muitos leitores e o aumento crescente dos acessos, percebi que o blog se tornou muito maior do que eu previra.

A prática jornalística e o interesse pela sétima arte ajudam bastante a desenvolver os textos. Mas talvez, até mais do que tudo isso, vejo que ser crítico “amador” ou “profissional” é uma boa oportunidade de um jornalista emitir sua opinião de forma embasada, sem a camuflagem da objetividade e neutralidade do texto jornalístico, ou pior ainda, da publicidade travestida de notícia, como é comum acontecer nas editorias de cultura.

A opinião é libertadora!

André Alves, editor dos blogs Cinema e Mídia e Pauta Socioambiental.

Artigo escrito especialmente para o blog Pauta Quente

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2 comentários:

André San disse...

Muito legal, xará! Acho que todos nós que nos "metemos" a escrever um blog simplesmente para registrarmos nossa opinião a respeito de algum assunto do qual gostamos começamos igual. O Tele-Visão também nasceu assim, descompromissado, e hoje parece que nem é mais meu, tem vida própria (no bom sentido). Gosto de crítica! Nunca ganhei para fazê-las, embora minha carreira no jornalismo vem sendo quase toda dentro do jornalismo cultural (mas ganhei para ser repórter, e não crítico, embora o jornalismo cultural permita alguns "juízos de valor"). No ano passado, participando de uma oficina de crítica de cinema, conversei muito com o palestrante sobre o fato de, com o tempo, o crítico acabe ficando tão exigente, que acaba perdendo o tesão com uma possível "falta de novidades", afinal, depois de anos estudando o assunto, sua exigência tende a aumentar. Pensei muito nisso... não quero perder o tesão que eu tenho ao estudar, pesquisar e assistir TV para elaborar cada texto meu. Por enquanto, amo de paixão o que eu faço e espero que assim continue por muitos anos! Seu blog é ótimo! Abraço!
André San - www.tele-visao.zip.net

Andre Alves disse...

Olá xará.
grato pela visita ao meu blog. com certeza a crítica nos faz treinar novos olhares em relação ao cinema, como é o nosso caso. Mas não acho que ficamos chatos, ficamos exigentes.

E isso é bom, porque conseguimos transcender o cinema comercial e percorrer obras mais autorais e independentes, não?

 
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