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terça-feira, dezembro 23, 2008

Rascunho

Nasci em 22 de abril de 1976 em Agudos, interior de São Paulo, uns trezentos e tantos quilômetros da capital. Meu pai nasceu lá e é filho de alfaiate; minha mãe nasceu em outra cidade, Piratininga (uma das cidades mais antigas do Brasil, mas não é tão famosa nem grande como Santos ou Rio de Janeiro), e é filha de agricultores.
Vim para Cuiabá com toda a minha família, ou seja, outros 5 irmãos em janeiro de 1979. Meu pai veio transferido. Gerente-geral de fábrica cuiabana da maior cervejaria do Brasil na época. Mas meu gosto pela leitura e pela escrita só começou mesmo quando meu pai abriu uma fábrica de gelo e distribuidora de bebidas em 1991, mais especificamente e acidentalmente por causa de uma menina… ou duas.
A da leitura, que vou chamar de M, estudava comigo e era uns meses mais velha do que eu, mas tinha um ar de maturidade intrigante. E adorava Paulo Coelho. Falava dele com tanta propriedade que me imaginava o cara mais imbecil do mundo pensando…. Como é que eu ainda não li Brida? Como ela iria me notar se eu nunca li Paulo Coelho? Ela me advertiu que não era fácil ler Brida, eu teria que começar pelo começo. Diário de um Mago, O Alquimista, aí sim, quem sabe eu estaria pronto para entender Brida… Não vou fazer suspense, nunca li o terceiro livro do cara e o meu encantamento por M passou quando terminei O Alquimista. Li os dois primeiros livros e me decidi: nunca mais leio nada do Paulo Coelho.
Eita, mas estou pulando parte da história. Na primeira tentativa de comprar os livros de Paulo Coelho, fiquei namorando os livros de capa preta (bem bonitos) mas caros na livraria. Meus olhos começaram a procurar obras mais interessantes, inclusive financeiramente. Ao invés de comprar um Paulo Coelho comprei dois Machado de Assis (Memórias Póstumas de Bras Cubas e Dom Casmurro), que saiu bem mais barato e cada um foi devorado num final de semana. A partir daí comecei a me dedicar mais a literatura – Nelson Rodrigues, Sartre, Simone Beauvoir, Balzac, Rubem Fonseca, Oswald de Andrade etc, sendo que Sartre (tanto o existencialismo quanto seus romances) e Machado de Assis são os que mais me deliciei e têm uma influência incrível no meu jeito de ser.
E o gosto pela escrita? Não me lembro ao certo quando foi, mas sei que foi depois que tive uma paixonite por Patrícia. Comecei escrevendo alguns poeminhas bem bestas para ela, que nunca os leu (ainda bem), mas fui pegando gosto e jeito, mas a prosa começou a me atrair mais… Vieram as cronicas, os contos e até mesmo um romance de 96 páginas!!! Realmente gostava de alguns deles, cujos argumentos ainda os tenho fresquinhos na cabeça. Quem sabe eu os reescreva um dia, com o jeito que a maturidade me permite e a memória, que faz  a gentilieza de preencher o esquecimento com fantasia, eu não transforme aqueles rascunhos em produtos mais interessantes?

4 comentários:

Thiago disse...

Antes Paulo Coelho do que revista Placar, ou não? hehehe!!!

André Alves disse...

hahaha. acho que sim, se bem que Placar... Eu nunca li...

Peruare disse...

Oi... Ainda bem que a paixonite pela Patrícia te inspirou nos poemas, se você depende dos livros do Paulo Coelho teriam uma frustração, como eu.
Aff, o primeiro livro que li era dele, acho que por causa dele fiquei traumatizada. Será?

André Alves disse...

Olá, Peruare. eu não fiquei traumatizado com Paulo Coelho, mas bastante decepcionado. Mas existem ótimos autores... Estrangeiros ou nacionais. Tire seu trauma lendo livros do Luiz Fernando Veríssimo. hehehe

 
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