Google+ Cinema e Mídia: Sobrenatural

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segunda-feira, setembro 19, 2011

Sobrenatural

Filmes de terror geralmente são bem repetitivos. Basta uma produção ter uma idéia interessante que logo outras produções a copiam a exaustão e nem sempre o resultado é satisfatório. Um exemplo é Bruxa de Blair que ao apresentar um falso documentário cativou milhões de fãs pelo mundo cujo estilo foi reinventado por Atividade Paranormal uma década mais tarde. E logo seguiram várias produções no mesmo estilo “verdade” que já mostra ares de cansaço apesar de produções que superam os dois já citados como é o caso de O Último Exorcismo.

Outro exemplo clássico é o primeiro Jogos Mortais, que apesar de ser violento a um nível que chega a ser de gosto duvidoso gerou uma franquia fraca e repetitiva e dezenas de outras produções seguiram na mesma linha. Criado pelo roteirista e ator Leigh Whannell e dirigido por James Wan, o primeiro da série é suficientemente bom e possui um final espetacular.

A dupla Whannell e Wan se reuniu novamente para criar um filme que tem todos os predicados para se tornar Cult. Sobrenatural* (Insidious, no original em inglês, que significa traiçoeiro) conta a história de uma família que se muda para uma casa onde coisas estranhas acontecem como livros que caem no chão ou objetos que desaparecem. Essa história é das mais batidas e não é isso que os realizadores de Sobrenatural querem contar uma vez que um dos filhos do casal entra numa espécie de coma após sofrer um pequeno acidente no sótão e as assombrações continuam após a família mudar de residência.

Flertando com filmes consagrados como Poltergeist – O Fenômeno e filmes trash dos anos 80 como A Casa do Espanto, Whannel e Wan conseguem ir além e criar uma história que supera os clichês, tem algumas reviravoltas interessantes e um final quase tão espetacular quanto o já citado Jogos Mortais, em termos de criatividade. As atuações são convincentes e Patrick Wilson (o Coruja de Watchmen) está bem e apesar de parecer apenas um coadjuvante na maior parte da trama é responsável por uma das reviravoltas da história.

Outro ponto a favor do filme é ao contrário da maioria dos filmes de terror dos últimos anos, os seres sobrenaturais que vão de espíritos perdidos e outras criaturas do além aparecem em vários momentos da história, inclusive no primeiro take, provando que o suspense que sugere é bom e o suspense que mostra pode ser ainda mais interessante.

Mas, talvez pelo baixo orçamento (custou US$ 1,5 milhão e rendeu US$ 69 milhões) as aparições dos espíritos e demônios em alguns casos assustam e em outros, propositalmente, tem um humor macabro, o que podem fazer alguns espectadores torcerem o nariz para isso. Mas não faz mal porque ainda assim é o suspense e o terror sem apelações que ditam o tom da história, com direito a algumas seqüencias, no mínimo, bem feitas, como quando uma paranormal começa a descrever um ser do outro mundo que está observando o menino em coma! Você vai arrepiar.

Apesar de deixar várias pontas soltas na trama, ainda não há uma previsão de lançamento de um Sobrenatural 2, o que pode ser uma decisão bastante acertada. A franquia Jogos Mortais, com tantas continuações fracas e indignas quase sufocou a originalidade do primeiro. Sobrenatural, como disse no início, tem tudo pra virar Cult, desde que não apele para continuações tolas e desnecessárias.
Em tempo, mais do que provocar sustos, Sobrenatural é o primeiro filme, em muitos anos, que me fez ter medo!

* Apesar do nome, não tem nada a ver com a série adolescente Supernatural

Direção: James Wan
Elenco: Patrick Wilson, Rose Byrne, Ty Simpkins, Andrew Astor, Lin Shaye, Leigh Whannell
Roteiro: Leigh Whannell
Origem: Estados Unidos
Estreia: 2010 no Brasil 2011



11 comentários:

Deroní Mendes disse...

eita, ainda não acredito que vc sentiu medo...rsrsr.

Mas eu senti muito. Mas também não sou referência uma medrosa, né. Só não tenho medo de filmes de zumbi.
Mas achei muito bom o filme.

Bjus

Deroní Mendes disse...

eita, ainda não acredito que vc sentiu medo...rsrsr.

Mas eu senti muito. Mas também não sou referência uma medrosa, né. Só não tenho medo de filmes de zumbi.
Mas achei muito bom o filme.

Bjus

Andre Alves disse...

Pois é. a direção conseguiu criar uma atmosfera interessante para a história para o filme. Fiquei com medo sim, não das criaturas, mas porque a tensão do filme conseguiu fazer isso.
Em outros filmes de terror o máximo que conseguia eram alguns sustos ou asco, em algumas cenas mais fortes.
Mas realmente, zumbi não dá medo. funciona melhor em comédia. hehehe

Devan disse...

parece ser fraquinho... (assim como qualquer um desses filminhos de hoje em dia)...

Andre Alves disse...

Olá, Devan
Eu também achei que era fraquinho. até por isso demorei para assistir mas me surpreendi.

Se você assistir, diga pra gente o que achou.

victor disse...

minha namorada assistiu com a familia dela ,um ficou no joguinho de celular, a outra foi dormir uhauhauhsu to muito na curiosidade para assistir, parece ser muito bom hehe pelo menos eu entendi um pouco da historia do filme hehe
ela falava de uns negocios de "viagem astral" confere??

Andre Alves disse...

Olá, Victor, confere.
Mas tem que assistir sem ficar jogando no celular, ok?

Roma disse...

Eu assisti esse filme um tempo atrás e realmente me surpreendeu.

Primeiro pelo estilo meio retro, que funcionou muito melhor que essas novas formulas de filme "pipocão"

E depois pelo James Wan, que fez referencia a Saw. Quem teve um pouco mais de atenção deve ter visto um quadro com o Jigsaw, no quarto do menino junto com outros desenhos bizarros.

Blog legal Andre!
Abraço!

Andre Alves disse...

Salve Renan, muito bem lembrado. O bonequinho do Jigsaw tava lá. E tem outros elementos também, mais no final do filme. só não vou contar em respeito aos que não viram.

Hosaniinha disse...

já assisti ao filme e podem ter certeza que é muito bom, tirando o fato da maquiagem das criaturas não serem das melhores o filme consegue prender você até o final.

Andre Alves disse...

Olá Hosaniinha.

Grato por visitar o blog e ajudar a defender meu ponto de vista.

Valeu

 
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