Google+ Cinema e Mídia: Não Tenha Medo do Escuro

Social Icons

twitterfacebookgoogle plusrss feedemail

segunda-feira, outubro 10, 2011

Não Tenha Medo do Escuro


Depois de realizar os ótimos O Labirinto do Fauno e A Espinha do Diabo e de produzir o eficiente O Orfanato, Guillermo del Toro realiza duplamente seu primeiro grande tropeço. Em Não Tenha Medo do Escuro, o mexicano assina o roteiro e a produção deste remake dirigido por Troy Nixey, que até onde sei é estreante em longas. Apesar de sua experiência, Del Toro entrega um filme com um roteiro fraco e a produção não inova ou, quando muito, copia sem resultados satisfatórios outras histórias parecidas.

Clique aqui pra ver o trailer do filme

Em Não Tenha Medo do Escuro parece que tudo dá errado apesar aparentar ser promissor: menina problema vai morar com o pai e madrasta numa mansão que está sendo reformada e ela começa a conversar com criaturas estranhas. O promissor que apontei seria o fato de a menina ser dispensada pela mãe para ir morar com o pai, o que poderia desenvolver uma história interessante como as já citadas no primeiro parágrafo.

No entanto, a história não se desenrola, os personagens são unidimensionais, sem aprofundamento nenhum. Os diálogos, frágeis, são uma lenga-lenga para arrastar para um final que também pouco brilha. Em parte porque Katie Holmes não tem mais brilho e Guy Pearce é sempre muito irregular. Mas a direção quase “caseira” estraga qualquer tipo de aflição que uma história de suspense/terror deveria tentar causar.

Tenho que ressaltar também a falta de nexo de algumas situações que beiram o ridículo. Vou ficar em apenas três delas. 1) Porque o assistente da restauração da mansão não fala sobre o “problema” da mansão? 2) Porque as criaturas que não gostam de luz, e aparentemente nem de muita gente, tumultuam um jantar e só pensam cortar a energia da casa nos minutos finais da história? E 3) Que tipo de homem é covarde o suficiente para não ir atrás da mulher amada?

E se não bastassem esses problemas de percurso, ao contrário do que aconteceu em Sobrenatural, aqui mostrar os seres não serviu para nada. Os ratinhos humanóides me inspiraram a dizer que são uma mistura macabra dos seres do filme The Gate – O Portão, com Gollum, da trilogia O Senhor dos Anéis e Ben – O Rato Assassino.

Não tenha medo do escuro, tenha medo de assistir outro filme dirigido por Troy Nixei.

Direção: Troy Nixey
Elenco: Guy Pearce, Katie Holmes, Bailee Madison
Roteiro: Matthew Robbins, Guillermo del Toro
Origem: Estados Unidos
Estreia: 2011

6 comentários:

Felipinho disse...

nao sei se devo acreditar em uma crítica q chamou o Gollum de Golen! é nóis!

Andre Alves disse...

Salve, Felipinho. Grato pela correção. Foi um erro de percurso que nem eu entendi.
Quanto a acreditar, aí já é contigo.

Deroní Mendes disse...

Nossa que decepção, hein? Parecia interessante no "treiler"até pensei que podíamos assistir na telona, lembra?

Aff...Os monstrinhos me lembrou os Gremlins. E achei que ficou desconexo várias coisa e a Kim não deveria morrer, ou todos deveriam ser sugados.

E Sinceramente. Quanta covardia, egoísmo e cegueira do "mocinho"?. Dessa vez o o Del Toro não, conseguiu decepcionar até eu que não sou cinéfila. heheheh

Bjs

Andre Alves disse...

Pois é querida. Ainda bem que economizamos uns trocos né. Mas prefiro acreditar que foi só um tropeço do mexicano.
Beijos,

Anônimo disse...

Fadas malditas, fadas malditas, tralalalalala!!!

Bem, me arrependi amargamente de ter assistido esse filme, parece q de Del toro ai, eh soh nome do crédito, usaram ele pra chamar a atenção. Um verdadeiro LIXO! Na moral, a idéia q eu tinha antes era totalmente diferente, sabia q era uns bixo estranho, mas porra, AQUELAS PORRINHAS ERAM FADAS DOS DENTES!!!!!!!!! CARALHO!!!!!!
Muito escroto, de terror e suspense tinha nada, tinha gente dando risada no meio da seção! enfim, gremlins + voz do Gollum, e q gostam de comer dentes, deprimente.

Márcio Sallem disse...

Tem lá seus momentos, especialmente nos sustos despretensiosos, mas é um filme absurdo que exige concessões demais do espectador (o famoso "suspensio of belief") e simplesmente não dá para não rir dos vilões.

 
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.