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domingo, julho 23, 2006

9 canções

Michael Winterbottom é um diretor considerado cult. Ainda não entendi porquê. Achei estranho o Code 46 e,influenciado pela crítica, assisti 9 Canções.

É difícil conceituá-lo, até mesmo contar sua história. O mais perto que consigo chegar é: o relacionamento de um inglês e uma americana, que passa um tempo em Londres.

O recheio do filme são mensagens querendo ser filosóficas (mas que não chegam aos pés de A Insustentável Leveza do Ser), entremeados de 9 canções, 8 delas sendo de shows ao vivo de bandas independentes inglesas. Confesso meu pouco conhecimento nessas bandas. Só conheço de relance a Franz Ferdinand.

 Os shows realmente foram gravados ao vivo, e isso explica, em parte, a precariedade da acústica e os diálogos, improvisados. Aliás, de acordo com o que li em matérias sobre o filme, não teve um roteiro mesmo, o cara (o diretor) queria fazer um filme sobre sexo e rock, com alguns drops de drogas.E é nas tais cenas de sexo que o filme chama a atenção, a começar pela duração do filme: 69 minutos.

É, com certeza o filme, sem ser XXX Rated, mais explícito que já vi e que se não posso dizer que é artístico ou que há alguma intelectualidade por trás (no bom sentido, é claro), é muito complicado compará-los aos filmes pornôs. Explícito sim, mas com certo grau de bom gosto. Mesmo assim, não sei o que será do futuro do ator e da atriz que fizeram 9 canções, pra que banda do cinema eles vão?

Em todo caso, fico me perguntando porque tanto rebuliço em torno de um filme sem roteiro e com muito "amor" explícito. A única resposta para tanto é: os homens encontraram uma forma de levar um filme de sacanagem e suas esposas acharem que é romance. Hehehe.

Nota 06

2 comentários:

Antônio Conselheiro disse...

Olha pessoal,

Acho que o filme é bacana e corajoso, mostra uma realidade que todos vivem (ou, pelo menos, deveriam) em seus relacionamentos e que é escamoteada em nome do bom tom. Se vc reparar bem, verá que cada música e cada cena mostra um momento distinto da vida do casal. É claro que seria possível contar esta mesma história usando outros elementos mais, digamos, palatáveis. Mas porque não usar o sexo?

André Alves disse...

Sim, o filme é bacana. Para ser espirituoso em meu comentário mostrei alguns aspectos. Mas notem que dei nota 06, ou seja, bonzinho.
Entendi a história das músicas, mas não muda o fato de a acústica ser ruim, nem que os diálogos improvisados são estranhos e as cenas introdutórias e finais passam um discurso muito xoxô. O diretor tinha uma boa idéia (ousada, acima de tudo), mas não tinha roteiro. Como experimento é válido. Como filme, não sei.

 
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