Google+ Cinema e Mídia: O Diabo à Quatro

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domingo, julho 16, 2006

O Diabo à Quatro

O cinema do Brasil precisa perder o rótulo "nacional" para serem filmes brasileiros.

E para isso precisamos expurgar os maus filmes brasileiros, que ajudaram a criar esse mito de filme nacional:comédia fraquinha, com um desfile interminável de atores globais em evidência, uma cena de sexo e pronto, taí um filme nacional: Pequeno Dicionário Amoroso; Sexo, Amor e Traição, A Dona da História, Avassaladoras, O Xangô de Baker Street, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Ed Mort, A Taça do Mundo é Nossa, Deus é Brasileiro e por aí vai.

Façam suas listas de acordo com sua safra preferida.Cinema nacional quando não é comedinha é filme metido a intelectual, mas com uma profundidade de uma xícara de café: Dom, Tieta, Carandiru, Bela Dona, Benjamin, Bufo e Spalanzani.Mas poucos são os filmes brasileiros, aqueles que batemos no peito com orgulho: este foi feito no Brasil. É bom pra caramba, foi pensado para ser bom não para ser cinema nacional. Aí funciona.

E os caras sabem fazer: Amarelo Manga, Cidade de Deus, Cidade Baixa, Contra Todos, Abril Despedaçado, o auto da compadecida, Bicho de 7 Cabeças....É uma pena que este O Diabo a Quatro não esteja nesta condição. Mas culpa minha. De ver. Era só ter lido que o ator principal era Marcelo Faria (eterno canastrão surfista) e a atriz principal Maria Flor. Hã, não sabe quem é Maria Flor?

Ela era a ex-prostitutua grega da novela chatíssima, ooops, belíssima. Ela também fez outros três filmes. Isso é que é curriculo.Tá o filme é fraco, mas porque? Talvez porque quiseram dar uma de Guy Ricthie em Snacth, ou pior, dar uma de Robert Altman, especialista em reviravoltas em comédias sociais, como este mesmo diabo se rotula. Ou talvez porque os atores são fracos demais, as críticas sociais soam falsas e a direção erra a mão demais. e o pior, o que me deixou mais triste, é que na meia hora final, a gente percebe que poderia ter sido um filmão nas nãos de um bom diretor, que o transformasse num filme brasileiro e não mais um do cinema nacional.

Ah, o roteiro... Vou transcrever do site oficial:"Os destinos de quatro personagens se entrelaçam dentro do restrito perímetro de uns poucos quarteirões de Copacabana, caldeirão de fantasmas e falsas aparências, o avesso do Rio cartão-postal. Dois homens e um menino apaixonados pela mesma mulher. Quatro esdrúxulos mosqueteiros na terra do "cada um por si e Deus contra todos". Mas, no Brasil, é sempre Deus quem ri melhor. Uma delirante comédia social, viagem sem volta que levará o público, pelo caminho do humor e da fantasia, para longe dos clichês sobre a miséria e a violência no Brasil."

Cuidado ao acreditar no que lê em sinopses de filmes.

Nota 4,5

2 comentários:

Thiago Bonfim disse...

Véio, nem fala. Tem vezes que dá vontade de quebrar o dvd, pela sinopse enganadora.Que raiva!!!! Mas o pior de tudo é as comparações e as frases de jornais. Quanto as frases de jornais, com coisa que esse povo que ganha pra comentar filme entende de arte. Hoje em dia ser profissa nao quer dizer nada, infelizmente.Ah, atentende de locadora não entende nada também.hehehe!

André Alves disse...

Pior. Já reparou que atendente de locadora nunca recomenda filme brasileiro. E quando a gente pega, parece que por dó, esticam o nosso prazo.

 
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