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sexta-feira, abril 20, 2007

Em Trânsito


O documentário Em Trânsito do multimídia Elton Rivas, paulista, radicado em Cuiabá há 5 anos traz a história do povo indígena Manoki, mais conhecido como Irantxe, que tenta reaver parte de suas terras tradicionais das quais foram obrigados a se retirar posto que sua população estava praticamente dizimada, no Oeste de Mato Grosso. Na Missão Jesuíta Utiariti, em terras Pareci, a desestruturação social se agravou até que os índios seguissem a um pequeno pedaço de terra, inadequado para sua sobrevivência. A trajetória dos Manoki não é muito diferente do que já aconteceu com outros povos mas o documentário de Rivas dá a voz aos indígenas e usa a dos indigenistas apenas para costurar o seu enredo. E isso revela uma visão humanista e não dogmática nos 50 minutos de Em Trânsito.
De acordo com Elton a vontade de fazer este documentário vem desde 2001 quando ele veio para Mato Grosso trabalhar na Operação Amazônia Nativa – Opan, fundamental para a empreitada. E sua realização só foi possível por ser professor de comunicação na Universidade de Cuiabá – UNIC, além de outros apoios que sua equipe conseguiu. É bom destacar a trilha sonora, de muito bom gosto.
Apesar de alguns problemas técnicos, o resultado apresentado dia 19 de abril no Museu da Imagem e do Som em Cuiabá – MISC, vale a pena ser exibido em festivais e ser visto por um público maior. Se a ladainha de quem trabalha com produção de vídeo no Brasil é a tônica, o que não dizer da dificuldade de se fazer um trabalho com qualidade em Mato Grosso? Já seria bom pela proposta e pela narrativa, mas tem um quê a mais de merecimento pelo suor.

Nota 07

3 comentários:

Altamente Coisativo disse...

Por que nota 7...Sete é para o Betel...Eu sou Deus...quero 10

Altamente Coisativo disse...

Porque sete????
Sete é para o Betel

André Alves disse...

Porque sou muito chato, Elton. Gostei muito da sua iniciativa e muito do vídeo, mas tirei alguns pontos preciosos por algumas falhas técnicas na filmagem e na edição (câmera tremendo e algumas passagens não tão bem montadas), e também porque senti que o mapa fora pouco explorado.
Mas sete é uma boa nota, não se zangue. Eu só fiz um vídeo e se fosse dar nota para ele daria uns 3, no máximo.

 
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